
A Coreia do Sul decidiu reforçar a sua linha de defesa contra a distribuição ilegal de conteúdos, lançando uma campanha de recrutamento para encontrar 25 novos monitores de pirataria. Estes profissionais terão como missão vigiar sites estrangeiros em busca de cópias ilegais de filmes, dramas, música e webtoons coreanos, numa altura em que o fenómeno cultural do país continua a crescer globalmente. O programa, gerido pela Agência de Proteção de Direitos de Autor da Coreia (KCOPA), foca-se em dez idiomas específicos, incluindo o português, espanhol, chinês e árabe.
Caçadores de pirataria em regime de teletrabalho
Os novos recrutas, designados como K-Copyright Monitors, vão trabalhar a partir de casa e terão a responsabilidade de identificar padrões de infração que escapam aos sistemas automáticos. Embora o país utilize ferramentas avançadas de IA para a deteção de conteúdos, a agência sublinha que o discernimento humano continua a ser vital para acompanhar a evolução rápida das técnicas de pirataria.
Os candidatos selecionados vão receber o ordenado mínimo sul-coreano, que se fixa em cerca de 7,15 euros por hora (10.320 won). O contrato tem início previsto para o próximo mês e prolonga-se até 27 de novembro, exigindo que os monitores recolham provas e dados de infração para serem partilhados com os detentores de direitos. Apesar de o concurso estar aberto a várias nacionalidades, o processo de candidatura decorre em coreano, o que acaba por limitar o leque de participantes a quem domina a língua local.
O risco de malware e a necessidade do fator humano
Uma das curiosidades deste recrutamento é o aviso explícito sobre os perigos digitais. Os monitores devem estar preparados para lidar com vírus e ransomware, ameaças frequentes nos portais de streaming ilegal e sites de torrents. Devido a este risco, é recomendada a utilização de máquinas virtuais ou um OS isolado para realizar as tarefas de monitorização com segurança.
A eficácia deste modelo híbrido, que junta humanos e tecnologia, parece estar a dar frutos. Segundo os dados mais recentes partilhados pela KCOPA, só em 2025 foram removidos aproximadamente 240 mil links piratas em todo o mundo. Conforme detalhado pelo TorrentFreak, o objetivo é garantir que o valor justo do entretenimento coreano seja preservado no mercado global através de uma resposta sistemática e imediata à distribuição ilegal.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!