
Se recebeste recentemente comunicações no teu telemóvel a exigir o pagamento de taxas moderadoras ou idas às urgências, deves ter muito cuidado. Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde alertaram para uma nova vaga de mensagens fraudulentas que se fazem passar pelo Serviço Nacional de Saúde, com o objetivo de roubar dinheiro aos cidadãos.
Como funciona este esquema fraudulento
As autoridades de saúde identificaram até ao momento duas táticas principais a circular entre os utilizadores. Num dos casos, a vítima recebe um aviso com uma referência bancária direta para liquidar uma suposta dívida relacionada com um episódio de urgência. Na segunda variante, o texto inclui links maliciosos que encaminham a pessoa para páginas falsificadas na internet.
Para dar um aspeto de credibilidade ao golpe e enganar os destinatários, os cibercriminosos utilizam nomes de remetentes que parecem legítimos, destacando-se a utilização de entidades como MIN.SAUDE, SNS ou SNS 24. A intenção central destas campanhas é induzir as pessoas a fornecerem voluntariamente os seus dados pessoais e informações bancárias para a obtenção de ganhos financeiros ilícitos.

A regra de ouro para a tua segurança
O Ministério da Saúde relembra um facto essencial para detetar a burla: os serviços do SNS são, na sua essência, gratuitos. As únicas exceções onde pode haver lugar a pagamento aplicam-se à utilização das urgências sem referenciação prévia e a algumas consultas específicas de enfermagem. Qualquer cobrança avulsa fora deste contexto que chegue por mensagem deve ser tratada como altamente suspeita.
As recomendações oficiais para os utilizadores são claras. Nunca se deve clicar ou aceder a endereços eletrónicos suspeitos, nem efetuar qualquer tipo de transferência ou introduzir informações sensíveis. É também reforçado que o único portal oficial na internet é o sns24.gov.pt.
Caso surjam dúvidas sobre a veracidade de uma notificação ou sobre o estado de eventuais pagamentos, a indicação é para contactar a linha oficial e gratuita do SNS 24, através do número 808 24 24 24, e selecionar a opção para tratar de assuntos administrativos. Os responsáveis indicam ainda que já estão a ser efetuadas diligências junto das entidades competentes para travar este esquema.












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