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A aliança antipirataria ACE e a Motion Picture Association (MPA) iniciaram uma nova ofensiva legal agressiva nos tribunais federais da Califórnia. O objetivo passa por obrigar plataformas como o Discord e a Cloudflare a revelarem a identidade dos operadores de vários sites de partilha ilegal de conteúdos, com um foco especial no gigante de língua espanhola HDFull.

O HDFull tem sido um alvo constante da indústria cinematográfica ao longo dos anos. Apesar de ser alvo de bloqueios por parte dos operadores de telecomunicações em Espanha desde 2018, a plataforma provou ser extremamente resiliente, saltando entre diferentes endereços e mantendo uma forte ligação com a sua base de utilizadores.

O fim da linha para o servidor da comunidade

A força desta plataforma baseava-se, em grande parte, na sua ativa comunidade de cerca de 33 mil membros no Discord. No entanto, o espaço desapareceu de forma abrupta na semana passada. A 11 de fevereiro, a conta oficial do portal na rede social X informou os utilizadores de que havia um problema com a comunidade original e indicou um novo servidor de substituição.

O motivo do desaparecimento rapidamente veio a público. A ACE enviou uma notificação a 9 de fevereiro a exigir o encerramento do servidor, pedido a que a plataforma de comunicações acedeu. Agora, através de uma intimação submetida a 13 de fevereiro, a MPA exige que sejam revelados os dados reais de dois utilizadores principais: o proprietário do servidor e um dos moderadores.

As contas visadas partilhavam frequentemente hiperligações diretas para filmes protegidos por direitos de autor, como The Batman e Furious 7. A associação exige que sejam entregues nomes, moradas, endereços IP, números de telefone e e-mails associados a estes perfis.

Dezanove alvos na mira da justiça

A ofensiva não se ficou por aqui. No mesmo dia, uma intimação separada foi direcionada à rede de distribuição de conteúdos que protege muitos destes sites. O objetivo é desmascarar os clientes associados a dezanove plataformas de streaming ilegal.

A lista de alvos é bastante diversificada e afeta múltiplas regiões. Além de plataformas em inglês, o processo inclui espelhos de conhecidos sites espanhóis, plataformas de streaming turcas, um portal de anime em árabe e uma veterana página alemã dedicada à pirataria. Os filmes partilhados de forma ilícita nestes espaços variam desde clássicos de animação até sucessos recentes de bilheteira, como Gladiator 2 e Venom: The Last Dance.

Para tentar chegar aos responsáveis, foi solicitado o acesso a um vasto leque de informações, que incluem dados de pagamento, histórico de contas e registos de atividade.

O curioso erro temporal no processo

Apesar da escala da operação legal, os documentos submetidos nos tribunais revelaram um detalhe insólito. A intimação exigia uma resposta até 27 de fevereiro de 2025 e os próprios documentos estavam datados de 13 de fevereiro de 2025. Este lapso temporal indica que a MPA teve dificuldades em adaptar-se ao novo ano civil de 2026, obrigando a uma futura correção formal do processo.

Para já, resta aguardar para ver se as empresas intimadas vão cooperar de forma imediata. Enquanto a justiça tenta fechar o cerco, os responsáveis pelas plataformas piratas parecem manter-se ativos, com novos endereços de recurso e novos canais de comunicação já operacionais, conforme detalhado na informação partilhada pelo TorrentFreak.

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