
A corrida pela inteligência artificial continua a um ritmo alucinante e a Anthropic acaba de dar mais um passo significativo. A empresa disponibilizou hoje ao público o Claude Sonnet 4.6, a mais recente iteração do seu modelo de gama intermédia, que chega com promessas de maior eficiência na escrita de código, uso de computadores e raciocínio em contextos longos.
O novo modelo assume agora o papel de opção padrão para os utilizadores dos planos Free e Pro, estando acessível tanto através do site oficial, como na aplicação para desktop e na plataforma Cowork. Para os programadores, a API mantém o preço da versão anterior, custando 3 dólares por cada milhão de tokens de entrada e 15 dólares por milhão de tokens de saída.
Uma janela para analisar bibliotecas inteiras
Uma das grandes novidades desta versão reside na expansão dramática da "memória" de curto prazo do modelo. O Claude Sonnet 4.6 apresenta uma janela de contexto de 1 milhão de tokens, um salto gigante comparado aos 200 mil tokens do Sonnet 4.5. Na prática, isto significa que a IA consegue agora "ler" e analisar dezenas de artigos de investigação ou bases de código inteiras numa única conversa, sem perder o fio à meada.
No entanto, esta funcionalidade de contexto alargado está, por enquanto, disponível apenas em fase beta através da API. Isto significa que os subscritores regulares que utilizam o chat convencional ainda não terão acesso imediato a conversas desta dimensão.

Controlo do PC e programação mais eficiente
A estratégia da empresa passa cada vez mais por permitir que a IA interaja diretamente com o ambiente de trabalho do utilizador. O novo modelo obteve uma pontuação de 72.5% no benchmark OSWorld-Verified, que testa a capacidade de executar tarefas em computadores reais. Segundo a Anthropic, os utilizadores podem pedir ao Claude para realizar centenas de ações em aplicações como o Google Chrome ou o LibreOffice com uma precisão melhorada. Ainda assim, a tecnologia não é infalível, pelo que a supervisão humana continua a ser recomendada para tarefas sensíveis.
No campo da programação, a empresa afirma que o Sonnet 4.6 alucina menos e segue instruções com maior rigor, evitando complicar demasiado o código gerado. Testes internos revelaram que os primeiros utilizadores preferiram esta versão em 70% das vezes face ao antecessor, e até superou o Opus 4.5 — o modelo de topo lançado em novembro de 2025 — em 59% das ocasiões. A segurança também foi reforçada, com o modelo a apresentar uma resistência a injeções de prompt semelhante à da linha Opus.












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