
Num mundo digital onde as ameaças não tiram férias, proteger a infraestrutura de uma empresa tornou-se uma prioridade máxima. De acordo com uma análise recente da Kaspersky, mais de 40% das empresas na Europa estão a focar os seus esforços na criação de um Centro de Operações de Segurança (SOC). O objetivo principal é reforçar a postura de cibersegurança e garantir uma resposta mais ágil perante possíveis incidentes informáticos.
O que motiva as empresas a criar um SOC?
Um SOC funciona como uma unidade organizacional focada na proteção e monitorização contínua das infraestruturas de TI. Os dados do estudo indicam que 41% das organizações planeiam adotar estas estruturas sobretudo para melhorar a sua linha de defesa. Logo a seguir, 37% justificam a decisão com a necessidade de combater ameaças que se tornam cada vez mais sofisticadas.
Entre os principais impulsionadores deste investimento, encontram-se também a proteção de informação sensível (mencionada por 41% dos inquiridos), o crescimento do número de dispositivos e aplicações (37%), e a otimização de orçamentos (35%). Para 34% das entidades analisadas, dispor de um SOC representa uma verdadeira vantagem competitiva, enquanto 31% procuram apenas cumprir com as rigorosas exigências regulatórias.
A necessidade de ter olhos postos nas redes é imperativa: 50% das organizações destacam a monitorização 24 horas por dia, sete dias por semana, como a função prioritária do centro. Esta vigilância ininterrupta permite agir de forma precoce sobre anomalias e travar a escalada de problemas graves em tempo real.
A tecnologia não substitui a experiência humana
No que toca às ferramentas adotadas pelas empresas para equipar estes centros, as plataformas de inteligência de ameaças lideram as escolhas com 51,7%. A lista continua com as soluções de deteção e resposta em endpoints (39,7%) e os sistemas SIEM (30,3%). Outras infraestruturas populares incluem a deteção e resposta estendidas (XDR), apontadas por 43% das organizações.
Apesar da forte aposta em processos automatizados para recolher informação e diminuir a carga de trabalho diária, a análise sublinha que o fator humano continua a ditar as regras. As soluções tecnológicas dependem de profissionais altamente qualificados para interpretar cenários complexos, oferecer contexto crítico e tomar as decisões finais perante uma crise.
Roman Nazarov, responsável pela consultoria de SOC da marca de segurança, esclarece que a implementação bem-sucedida de um centro deste género vai além da tecnologia. Exige um planeamento rigoroso, objetivos definidos e uma boa alocação de recursos. Segundo o responsável, ao criar fluxos de trabalho estruturados, os analistas humanos ganham liberdade para se concentrarem nas tarefas críticas, transformando a estrutura num verdadeiro escudo proativo para as empresas.












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