
Tudo indica que a PlayStation está a preparar-se para voltar às suas raízes e focar-se novamente nos títulos exclusivos para a sua consola. De acordo com informações avançadas pela Bloomberg, a divisão de videojogos da Sony está a afastar-se da ideia de adaptar os seus grandes lançamentos para os computadores.
O fim da expansão para os computadores
Esta alegada mudança de rumo já estará a ter impacto prático no calendário da marca. O relatório aponta que a empresa decidiu cancelar os planos para o lançamento de Ghost of Yōtei no mercado dos computadores. Trata-se de uma inversão clara face aos objetivos traçados há poucos anos, quando a marca pretendia ter metade do seu catálogo disponível em PC e telemóveis até ao ano de 2025.
Foi esta ambição multiplataforma que permitiu aos jogadores acederem a gigantes como The Last of Us, Horizon e God of War. Aliás, ainda durante o decurso deste mês, estão previstos os lançamentos de Marathon e Death Stranding 2, ambos com forte apoio da empresa nipónica. No entanto, o motivo central para este recuo parece estar associado aos resultados financeiros: as vendas das adaptações não terão atingido níveis particularmente animadores. A fonte sublinha, contudo, que as decisões internas podem voltar a sofrer alterações no futuro, sendo que a empresa optou por não tecer comentários sobre o assunto.
Uma lição aprendida com a concorrência
Ao afastar-se deste mercado de forma mais abrangente, a marca regressa à sua forma mais tradicional de edição, utilizando as grandes obras exclusivas como o principal atrativo para convencer os consumidores a comprarem o seu hardware.
Esta é uma tática clássica que tem servido de forma exímia à Nintendo, mas que contrasta com a abordagem mais recente da indústria no seu todo. Nos últimos anos, os principais intervenientes exploraram intensamente as estratégias partilhadas. A Xbox, em particular, adotou uma postura bastante agressiva nesta matéria, transformando os computadores num pilar central do seu ecossistema e chegando mesmo a lançar os seus títulos nas plataformas das marcas rivais. Esta decisão resultou numa estratégia um pouco confusa que turvou a visão sobre o que a própria marca representa, um destino que a gigante japonesa poderá estar a tentar evitar para o seu próprio ecossistema.












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