
A fabricante chinesa de veículos elétricos Nio oficializou a criação de uma nova subsidiária denominada Nio Battery Technology, sediada em Xangai. Segundo informações avançadas pelo portal CnEVPost, esta unidade terá como missão principal a aceleração da investigação e do desenvolvimento de tecnologias avançadas, com o objetivo de implementar estas soluções nos seus automóveis em larga escala a partir de 2028.
O novo centro de investigação e desenvolvimento será instalado no distrito de Jiading, onde a empresa já mantém a sua sede e uma equipa de engenharia qualificada. Embora a produção dos veículos continue centrada em Hefei, na província de Anhui, a nova divisão pretende tirar partido do ecossistema tecnológico de Xangai para ganhar vantagem competitiva no setor energético.
Foco na investigação e novos eletrólitos
Apesar de a marca ainda não ter divulgado todos os detalhes técnicos sobre o funcionamento da nova subsidiária, fontes próximas do processo indicam que o foco está no aperfeiçoamento das baterias de estado sólido. Para isso, estão a ser exploradas diversas abordagens tecnológicas em paralelo, nomeadamente a utilização de eletrólitos de sulfureto e óxido.
Um porta-voz da empresa referiu que a intenção é alcançar uma aplicação massificada destas tecnologias após 2027. Este movimento surge após um período de aprendizagem com as baterias semi-sólidas de 150 kWh lançadas em 2024, que prometiam autonomias superiores a 1.000 quilómetros. Embora essa opção tenha sido inovadora, a produção acabou por ser interrompida no outono de 2025 devido à fraca adesão dos consumidores, motivando agora um foco total nas versões integralmente sólidas.
As vantagens da tecnologia de estado sólido
A transição para o estado sólido é considerada um passo fundamental para a evolução da mobilidade elétrica. Ao eliminar os eletrólitos líquidos, que são inflamáveis, estas soluções oferecem níveis de segurança muito superiores. Além disso, a utilização de ânodos de metal de lítio permite aumentar drasticamente a densidade energética, tornando as autonomias de quatro dígitos uma realidade prática e comum.
Estes sistemas permitem ainda tempos de carregamento extremamente curtos e uma longevidade das células muito maior do que a tecnologia atual. Do ponto de vista do design do veículo, a compacidade destas baterias permite criar automóveis mais leves, uma vez que a necessidade de sistemas de arrefecimento complexos e pesados é reduzida. Especialistas do setor acreditam que a chegada desta tecnologia ao mercado de massas deverá acontecer ainda durante a presente década.












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