
O CEO da Yahoo, Jim Lanzone, deixou um aviso sério sobre como os novos motores de resposta estão a afastar os utilizadores dos sites que produzem o conteúdo original. Numa conversa partilhada pelo The Verge, o executivo defendeu que a IA não pode asfixiar o tráfego dos editores, sob pena de destruir a viabilidade da internet aberta. Lanzone aponta o dedo especialmente ao modo de inteligência artificial da Google, considerando-o o maior desafio atual para quem cria e publica informação online.
O risco das respostas automáticas
Segundo o líder da Yahoo, a utilização de modelos de linguagem de grande escala para fornecer respostas diretas coloca em causa o modelo de negócio tradicional da rede. Se as plataformas apresentarem toda a informação ao utilizador sem o remeter para a fonte, os editores deixam de ter meios para continuar a produzir conteúdos de qualidade. Sem criadores saudáveis, a própria tecnologia deixará de ter novos dados fidedignos para processar, o que prejudica a precisão das respostas dadas pelas ferramentas digitais.
A Yahoo afirma estar a adotar uma postura diferente, com um esforço consciente para destacar as fontes originais e incluir hiperligações explícitas nos seus novos serviços. Lanzone acredita que as empresas devem ter cautela ao tornarem-se demasiado dependentes destas plataformas como intermediários exclusivos, comparando a situação atual à dependência histórica que muitos criadores sentiram em relação aos algoritmos de pesquisa tradicionais.
A estratégia Scout e o futuro personalizado
A abordagem da Yahoo para esta nova era passa pelo Scout, descrito não como um chatbot, mas como um motor de respostas focado na utilidade e na navegação direta. Lanzone esclarece que o objetivo não é criar um assistente virtual que simula uma amizade ou uma ferramenta complexa de programação. Em vez disso, a tecnologia está a ser integrada de forma prática no ecossistema da marca, como no Yahoo Finance, para análise imediata de ações, ou no Yahoo Mail, para ajudar a resumir e organizar mensagens.
A empresa planeia expandir em breve as capacidades do Scout para oferecer resultados altamente personalizados e permitir ações autónomas por parte de agentes inteligentes. Com uma rede que abrange cerca de 700 milhões de pessoas em todo o mundo, a Yahoo foca-se em fidelizar a sua audiência atual e aumentar a frequência de utilização das suas ferramentas, garantindo que o tráfego continua a fluir para quem realmente gera o conhecimento na web.












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