
A startup californiana Faraday Future, conhecida pelos seus veículos elétricos de luxo, pode finalmente respirar de alívio. A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) encerrou uma investigação que durava há quatro anos, confirmando que a empresa está livre de ações de fiscalização, segundo avança o TechCrunch.
O fim das suspeitas sobre declarações da marca
O regulador financeiro norte-americano estava a investigar se a fabricante teria prestado declarações falsas e enganosas durante a sua entrada no mercado de capitais em 2021. Outra vertente do inquérito focava-se em alegações de que a empresa teria falsificado os números de vendas do seu modelo FF91 durante o ano de 2023.
A decisão de encerrar o caso surge mesmo depois de a equipa da SEC responsável pelo processo ter recomendado uma ação coerciva no ano passado. Com o arquivamento agora oficializado num comunicado da própria fabricante, a empresa e os executivos envolvidos ficam completamente limpos das acusações.
YT Jia, fundador e co-CEO global da marca, referiu que o fim deste capítulo permite direcionar toda a energia para a execução da estratégia delineada. O responsável sublinhou o esforço financeiro e de tempo gasto a cooperar com as autoridades, garantindo que agora os recursos vão estar focados no progresso do negócio e na criação de valor no segmento automóvel e de robótica.
Novos planos com carrinhas e robótica
A marca lançou o luxuoso FF91 2.0 Futurist Alliance em 2023, um veículo que chegou ao mercado com um preço a rondar os 280 mil euros. Apesar de todo o mediatismo inicial, o carro teve um desempenho comercial bastante fraco, entregando menos de vinte unidades em dois anos.
Para tentar inverter este cenário, a fabricante já anunciou planos para entrar no segmento das carrinhas de luxo com a nova Faraday Super X One. Este veículo focado no transporte de passageiros vai incorporar inteligência artificial e trocar a grelha tradicional por um ecrã frontal, com as primeiras entregas a estarem agendadas para 2026.
A diversificação passa também por outras áreas tecnológicas, com a empresa a prometer a entrada no mundo da robótica ainda este ano, através do lançamento de dois robôs humanoides e dois em formato de cão. No entanto, o desafio mais premente da administração será recuperar o valor das suas ações na bolsa tecnológica Nasdaq, que afundaram para valores inferiores ao mínimo exigido de um dólar.












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