
A OnePlus prepara-se para encerrar as suas operações em vários mercados globais, incluindo grande parte da Europa, possivelmente já em abril de 2026. A informação foi avançada pelo portal 9to5Google, que cita fontes internas familiares com o processo, indicando que a fabricante de telemóveis vai redirecionar o seu foco estratégico em exclusivo para o mercado interno da China e para os segmentos de entrada e gama média na Índia.
Os rumores sobre este encerramento começaram a ganhar tração após uma publicação, entretanto eliminada, do informador Yogesh Brar na internet. A situação tornou-se mais evidente nas últimas horas com a confirmação da saída de Robin Liu, o CEO da marca na Índia, que deixou o cargo e regressou à China. A agravar o cenário, alguns funcionários selecionados já foram informados da decisão de forma antecipada, tendo recebido pacotes de indemnização antes do fecho das operações.
Reorganização interna e a influência da empresa-mãe
Este recuo no mercado europeu não é um cenário inteiramente novo para a marca. Em 2020, após a saída de Carl Pei, a empresa já tinha reduzido drasticamente a sua presença na Europa, fechando escritórios no Reino Unido, Alemanha e noutros países europeus na fase que se seguiu ao lançamento da linha Nord. Desde essa altura, a fabricante tem estreitado os laços com a sua empresa-mãe, a Oppo, uma aproximação que culminou com a transição de Pete Lau para o cargo de diretor de produto da marca principal. Nos bastidores, a empresa opera assumidamente como uma submarca desde 2021.
Os motivos exatos para esta decisão drástica ainda são escassos, mas o mercado aponta para um maior foco interno por parte da empresa dominante. Esta estratégia centralizadora justifica, por exemplo, o fim da parceria com a fabricante de câmaras Hasselblad no recente lançamento do OnePlus 15, enquanto a colaboração tecnológica se mantém firme nos topos de gama da empresa principal. Adicionalmente, a atual conjuntura económica, marcada pela escassez de componentes de memória e armazenamento e pelo aumento rápido dos custos de produção, está a forçar as fabricantes asiáticas a cortar quaisquer despesas que considerem excessivas.
O futuro do suporte e atualizações para os utilizadores
Apesar de existirem vários lançamentos de novos produtos ainda previstos, é improvável que estes equipamentos cheguem aos mercados fora da Ásia, a menos que tal seja especificamente anunciado pela marca. Resta saber como esta reestruturação massiva vai afetar o suporte técnico ao hardware existente, os longos compromissos de atualizações de software e as plataformas de comunidade que sempre foram um dos grandes pilares da fabricante.
Importa notar que, após relatos anteriores que sugeriam um cenário de abandono semelhante, a empresa fez questão de reiterar que existiria uma garantia total de suporte pós-venda, atualizações de sistema e compromisso com os direitos dos utilizadores. Questionada diretamente sobre o encerramento global desta vez, a fabricante limitou-se a remeter para o comunicado oficial sobre a saída de Robin Liu, onde apenas agradece os contributos do executivo e assegura que as operações na Índia vão continuar a funcionar através de uma estratégia local, garantindo a continuidade do negócio apenas nessa região.












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