
O setor da energia em Portugal prepara-se para uma inversão na tendência de subida, com os condutores a poderem contar com um ligeiro alívio na carteira já a partir da próxima segunda-feira. Após um período de aumentos sucessivos que colocaram uma pressão enorme no orçamento das famílias, as previsões apontam para que o gasóleo possa registar uma descida de dois cêntimos por litro, enquanto a gasolina deverá baixar três cêntimos.
Oscilações no mercado do petróleo ditam alívio
Esta mudança de cenário deve-se, em grande parte, à instabilidade registada no preço do barril de petróleo nos mercados internacionais. De acordo com os dados mais recentes, o Brent, que serve de referência para o mercado na Europa, tem apresentado uma volatilidade acentuada. Na passada segunda-feira, a cotação situava-se nos 110 dólares, chegando a tocar a barreira dos 95 dólares antes de recuperar para a linha dos 100 dólares por barril.
Como o valor atual de negociação permanece abaixo do registado no início da semana, é expectável que esta correção chegue finalmente aos postos de abastecimento nacionais. Embora a descida prevista não consiga anular as subidas drásticas das últimas semanas, representa o primeiro sinal de estabilização num mercado que tem estado sob fogo constante.
Contas finais e o estado atual dos postos
A definição exata das novas tabelas de preços será concluída entre esta quinta-feira e o final de sexta-feira, momento em que os mercados encerram e as fontes do setor finalizam os cálculos oficiais. No entanto, convém notar que o desagravamento esperado é significativamente menor do que os aumentos aplicados recentemente.
Atualmente, o cenário nos postos em Portugal reflete bem a crise energética:
O gasóleo acumula uma subida superior a 40 cêntimos por litro, fixando-se agora nos dois euros.
A gasolina registou um aumento de mais de 25 cêntimos, aproximando-se também da marca psicológica dos dois euros, custando presentemente cerca de 1,90 €.
Resta agora aguardar pelo fecho dos mercados para confirmar se estas previsões se materializam na totalidade, trazendo um balão de oxigénio, ainda que modesto, para quem depende do automóvel diariamente.












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