
A segurança a bordo dos aviões acaba de ganhar um novo reforço. A Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) anunciou um conjunto de novas restrições para o transporte de power banks em voos comerciais. O objetivo desta medida é mitigar os riscos associados ao sobreaquecimento e potenciais incêndios causados pelos equipamentos de iões de lítio durante as viagens aéreas a nível global.
O que muda para os passageiros
As novas diretrizes vêm uniformizar os procedimentos de segurança. Embora muitas companhias aéreas já aplicassem normas semelhantes, estabelece-se agora um padrão rigoroso e internacional. Os passageiros estão estritamente proibidos de colocar estas baterias portáteis no porão, passando a ser obrigatório o seu transporte exclusivo na bagagem de mão, junto do utilizador.
Para além da localização obrigatória na cabine, as restrições detalham outras exigências que afetam diretamente quem não dispensa energia extra para os seus dispositivos. Entre as principais mudanças destacam-se:
Limitação máxima de duas unidades por passageiro.
Proibição total de recarregar os power banks durante o voo.
Regras mais apertadas quanto ao embalamento para evitar curto-circuitos acidentais.
Limites muito específicos e claros sobre a capacidade máxima (em Wh) permitida a bordo.
Cuidados a ter antes de embarcar
Os vários incidentes reportados envolvendo a inflamação deste tipo de equipamentos aceleraram a decisão das autoridades. Uma simples unidade danificada ou mal acondicionada pode representar um perigo crítico num ambiente pressurizado. Por isso, a entidade reguladora sublinha que a intenção não é banir estes acessórios do dia a dia, mas sim assegurar que a sua presença na aeronave ocorre com o risco mínimo para todos a bordo.
Quem tem voos marcados para breve deve adotar uma postura preventiva. É fundamental verificar a capacidade do equipamento antes de chegar ao aeroporto e garantir que o mesmo não apresenta sinais de inchaço, aquecimento anómalo ou danos físicos. Como as autoridades aeroportuárias vão intensificar a fiscalização, convém também confirmar sempre as políticas específicas da companhia aérea selecionada para evitar surpresas na porta de embarque.












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