
A empresa de Cupertino está a abrir os cordões à bolsa para garantir que as mentes brilhantes por trás do design do seu principal telemóvel não fogem para a concorrência. De acordo com informações avançadas pela Bloomberg, a Apple começou a atribuir compensações avultadas aos seus criadores de hardware, numa tentativa clara de travar o assédio de empresas rivais que procuram recrutar os seus especialistas.
Uma estratégia financeira fora do calendário habitual
O jornalista Mark Gurman revela que estes incentivos apanharam muitos de surpresa, uma vez que foram entregues de forma rara e fora do período normal em que a tecnológica costuma premiar os seus trabalhadores. Os valores oferecidos aos designers situam-se entre os 173 mil e os 347 mil euros, montantes que são distribuídos sob a forma de ações da empresa. No entanto, este incentivo tem uma condição bastante rigorosa atrelada: para receberem a totalidade do prémio, os funcionários terão de permanecer nos quadros da marca durante os próximos quatro anos.
O peso do passado e a ameaça de novos projetos
O objetivo central desta manobra é erguer um autêntico muro contra as investidas de gigantes do mercado, como a Meta e, em particular, a OpenAI. O receio de perder pessoal altamente qualificado não é infundado, visto que a fuga de talentos tem sido uma realidade recente. Em 2023, Tang Tan, o então vice-presidente de design de produto, abandonou o cargo para assumir a liderança de hardware na criadora do ChatGPT. Desde essa altura, vários engenheiros têm seguido o mesmo caminho, juntando-se a Jony Ive no desenvolvimento do primeiro equipamento físico focado em inteligência artificial.












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