
A produção global do SUV elétrico Polestar 3 vai passar a ser feita exclusivamente em solo norte-americano. A decisão encerra o fabrico do modelo na linha de montagem de Chengdu, na China, que se encontrava em funcionamento desde os primeiros meses de 2024.
De acordo com o comunicado oficial da Volvo Cars, o objetivo desta consolidação na fábrica de Ridgeville, localizada perto de Charleston, na Carolina do Sul, é maximizar a eficiência operacional. Embora as marcas não tenham detalhado os motivos exatos para o encerramento da produção asiática deste modelo, a estratégia reflete uma tentativa clara de otimização de custos e de evitar as pesadas taxas de importação atualmente aplicadas aos veículos elétricos fabricados em território chinês.
Sinergias de produção e arquitetura partilhada
A concentração do fabrico na Carolina do Sul revela-se uma escolha natural do ponto de vista logístico, uma vez que as instalações já servem como centro de produção global para o EX90. Ambos os veículos partilham a plataforma SPA2 desenvolvida pela Volvo, o que simplifica o processo nas linhas de montagem e elimina a redundância de manter duas infraestruturas em continentes diferentes a construir a mesma viatura.
Håkan Samuelsson, diretor executivo da fabricante automóvel, sublinhou que esta unificação fortalece o papel da unidade norte-americana na estrutura da empresa. O responsável reforçou ainda que os Estados Unidos são um mercado crucial para as ambições de crescimento do grupo, operando como um polo estratégico tanto para a procura regional como para a exportação mundial.
Aposta contínua nos motores híbridos
Apesar do foco logístico no Polestar 3, que é totalmente movido a bateria, o futuro da fábrica de Ridgeville não será exclusivamente elétrico. A empresa confirmou que vai utilizar o mesmo complexo para produzir o SUV de dimensões médias XC60, disponível em variantes híbridas e híbridas plug-in. Adicionalmente, está confirmado o lançamento de um modelo híbrido de nova geração na mesma unidade antes de 2030.
Esta diversificação de catálogo reflete uma leitura cautelosa do mercado automóvel norte-americano, indicando que a transição total para a mobilidade elétrica pode estar a avançar a um ritmo diferente do previsto. Com um investimento acumulado que ultrapassa os mil milhões de euros ao longo da última década, a fábrica da Carolina do Sul atingiu uma capacidade anual de 150 mil veículos, assumindo-se como um pilar fundamental para o desenvolvimento e adaptação da oferta da marca nos próximos anos.












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