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Foguetão da NASA

A ideia de atravessar o espaço com o auxílio de raios de luz, popularizada por obras de ficção científica como o filme Avatar, acaba de dar um passo firme em direção à realidade. Segundo os dados avançados pelo Gizmodo, a Agência Espacial Europeia (ESA) realizou com sucesso um teste inovador que utiliza grafeno e lasers para manobrar velas solares, abrindo portas para uma nova era de viagens interplanetárias.

O teste em ambiente de microgravidade

Para simular as condições do vácuo espacial, uma equipa internacional de investigadores embarcou num voo parabólico promovido pela agência, tirando partido de curtos períodos de ausência de gravidade. O procedimento envolveu a colocação de aerogéis de grafeno – uma estrutura tridimensional composta por finas folhas de átomos de carbono – no interior de uma câmara de vácuo.

Durante as fases de gravidade zero, os cientistas atingiram estes blocos com um feixe contínuo de luz laser. O resultado foi imediato: os pequenos cubos de grafeno aceleraram subitamente, comprovando a eficácia da propulsão através da luz.

Marco Braibanti, responsável pelo projeto na ESA, descreveu a reação como rápida e intensa. "Antes mesmo de um piscar de olhos, os aerogéis de grafeno sofreram grandes acelerações e tudo terminou em 30 milissegundos", referiu o especialista, citado pela publicação original. O grau de aceleração pode ser controlado através do ajuste do feixe de luz, onde um pulso de laser desencadeia um pico de velocidade, abrandando de seguida.

 

Uma alternativa altamente sustentável

O grafeno já é amplamente reconhecido pelas suas características únicas, sendo um material sintético bidimensional que combina leveza, flexibilidade e uma enorme resistência. No seu formato de aerogel, alia a condutividade elétrica a uma estrutura extremamente porosa, resultando num peso quase nulo.

Embora na superfície terrestre os blocos quase não se movam devido à gravidade, o cenário muda radicalmente no espaço. A ESA destaca que a microgravidade é o elemento essencial para desbloquear o verdadeiro potencial desta propulsão por luz, permitindo alcançar ganhos significativos em velocidade e distância percorrida.

Para Ugo Lafont, engenheiro de química e física de materiais da agência, as propriedades deste material marcam o início de uma revolução na indústria aeroespacial, preparando o caminho para um cenário de propulsão livre de propelentes convencionais.

O estudo, detalhado na revista científica Advanced Science, sugere que a adoção desta tecnologia poderá traduzir-se numa poupança massiva de combustível, além de aliviar a carga total de naves e sondas de exploração nas suas missões.

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