
Um novo relatório sobre a facilidade de intervenção técnica em telemóveis traz más notícias para os gigantes da tecnologia. De acordo com os dados partilhados no estudo Failing the Fix, marcas de renome como a Samsung e a Apple obtiveram pontuações bastante negativas, evidenciando que estes equipamentos parecem desenhados para serem substituídos ao invés de arranjados.
Motorola e Google destacam-se pela positiva
A avaliação baseia-se no sistema europeu EPREL, que oferece uma perspetiva realista sobre a reparabilidade. Este método não avalia apenas a facilidade de encontrar peças sobressalentes no mercado, mas foca-se essencialmente na simplicidade de abrir e desmontar o equipamento. Neste critério rigoroso, a empresa da maçã não foi além de um D-, o que se traduz numa nota de 5,5. A fabricante sul-coreana ficou ligeiramente acima, com um D, equivalente a um 6.
A nota baixa atribuída à fabricante dos equipamentos Galaxy acaba por ser um contrassenso, considerando que a marca tem apostado fortemente em garantir atualizações do sistema operativo Android e pacotes de segurança durante seis ou sete anos. Contudo, a facilidade de reparação do hardware não acompanha esta filosofia de longevidade.
Em contrapartida, outras empresas apresentam resultados mais animadores. A Google conseguiu atingir um C-, com uma nota de 6,2, mas a grande vencedora da análise foi a Motorola, que alcançou um B+, equivalente a 7,5. Importa notar que a lista de marcas testadas foi limitada e deixou de fora nomes como a Fairphone, amplamente conhecida por facilitar a troca de componentes estragados por qualquer utilizador comum.
O impacto das novas leis europeias
Para os consumidores, este tipo de classificação proporciona uma visão mais transparente antes da compra. Trata-se de um passo preparatório fundamental para a nova legislação do direito à reparação, que será obrigatória na Europa a partir de julho de 2026.
Com as novas regras, caso o utilizador opte por reparar o equipamento em vez de o substituir, a garantia é prolongada por mais 12 meses. A lei assegura ainda o acesso facilitado a peças de substituição e proíbe as marcas de recusarem reparações oficiais pelo simples facto de o cliente ter aberto o telemóvel por conta própria. A somar a isto, a legislação dita que em 2028 entrará em vigor uma plataforma europeia dedicada exclusivamente a este tipo de serviços.












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