
A integração de agentes autónomos nas infraestruturas empresariais acaba de dar um novo passo. Segundo a Kyndryl, o lançamento do seu novo serviço Agentic Service Management visa ajudar as empresas a transitarem dos modelos operacionais tradicionais para fluxos de trabalho baseados em agentes autónomos e inteligentes à escala, garantindo sempre a fiabilidade dos sistemas.
Atualmente, a grande maioria dos sistemas informáticos não está preparada para lidar de forma nativa com a tecnologia. Existe um desfasamento claro entre as capacidades das novas soluções tecnológicas e o que os ambientes de TI empresariais conseguem realmente suportar de forma fiável. Um relatório de prontidão da fornecedora aponta que, apesar do forte investimento nesta área, quase metade das organizações tem dificuldade em obter um retorno significativo. O principal motivo reside no facto de as regras de governação e os controlos continuarem presos a formatos do passado.
O desafio da transição tecnológica
Kris Lovejoy, responsável global de estratégia da marca, sublinha que os ambientes empresariais foram criados para que as pessoas operem ferramentas e girem processos, não para que frotas de agentes autónomos executem tarefas de forma livre em sistemas híbridos e multi-cloud. É exatamente esta lacuna que a nova oferta pretende preencher.
Através do seu departamento de consultoria, é realizada uma avaliação de maturidade que ajuda as marcas a identificar falhas ao nível da governação de inteligência artificial, segurança e operações. O resultado final materializa-se num roteiro detalhado que alinha as políticas das empresas com normas emergentes e estruturas de governação atualizadas, operando em total conformidade com a norma ISO 42001.
Segurança digital e supervisão humana
Para complementar a transição, a iniciativa integra ainda o serviço Digital Trust, desenhado especificamente para mitigar riscos e gerir a forma como os agentes operam de forma independente. Trata-se de um aspeto essencial em setores altamente regulados, onde a conformidade e a proteção de dados assumem um papel crítico. O grande objetivo passa por otimizar os fluxos de trabalho através de mecanismos de controlo rigorosos, mantendo a supervisão humana focada nas decisões e nos resultados operacionais dos serviços.
A Kyndryl já está a aplicar estes mesmos conceitos internamente para modernizar a entrega dos seus serviços aos clientes. Através da sua plataforma Bridge, já são executadas perto de 200 milhões de automações por mês, suportadas por mais de oito mil modelos operacionais certificados. Esta base sólida comprova que a adoção responsável da tecnologia autónoma já começou a redefinir a gestão de sistemas críticos.












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