
A Apple disponibilizou nesta quarta-feira uma nova campanha publicitária focada no setor da educação, onde demonstra as vastas capacidades do Mac, do iPad e da Apple Pencil dentro das salas de aula. Numa aposta clara para enfrentar os rivais diretos e ganhar terreno num espaço historicamente dominado pelos Chromebooks, a gigante de Cupertino colocou o novo MacBook Neo em grande destaque, posicionando este recém-lançado portátil de entrada como a principal ameaça ao domínio do ChromeOS.
A força do ecossistema para a aprendizagem
Com o título focado em estar preparado para qualquer oportunidade de aprendizagem, o novo vídeo promocional da marca mostra um grupo de alunos a explorar a sua criatividade enquanto estudam um bando de papagaios que visitou a escola. A narrativa serve de palco para demonstrar como os diferentes dispositivos da marca interagem de forma fluida no ambiente escolar.
Durante a campanha, a empresa destaca as suas principais ferramentas de software perfeitamente integradas no seu ecossistema. Entre elas, encontram-se a Pesquisa Visual para identificar informações diretamente a partir de imagens, o uso do AirDrop para a partilha ultrarrápida de ficheiros entre os estudantes, a plataforma Freeform para organizar e cruzar ideias em quadros colaborativos, e o Keynote, utilizado para a criação e montagem das apresentações finais dos projetos.
A verdadeira ameaça aos modelos acessíveis
O grande foco desta ofensiva acaba por recair sobre o MacBook Neo, o portátil mais acessível da fabricante que chegou ao mercado no início do mês passado. O equipamento conta com o processador A18 Pro, habitualmente destinado aos iPhones, e apresenta algumas reduções estratégicas nas especificações face ao MacBook Air, permitindo assim atingir um preço bastante mais agressivo. Este modelo foi desenhado não apenas para cativar um público mais vasto, mas com o objetivo certeiro de equipar estudantes, uma missão que a nova campanha faz questão de consolidar.
A aposta da marca nesta faixa de preço é uma investida direta contra o ChromeOS, visto que os Chromebooks partilham a mesma proposta de valor para as escolas e, internacionalmente, encontram-se numa linha de custos semelhante à do modelo Neo. Ao introduzir os estudantes no seu ecossistema desde cedo, a empresa garante também uma forma eficaz de os fidelizar para o futuro.
No que toca ao hardware, o processador tem revelado um desempenho bastante robusto, superando as expectativas iniciais. O novo computador faz-se acompanhar por um ecrã LCD Liquid Retina de 13 polegadas com uma resolução de 2408 por 1506 píxeis e 500 nits de brilho, 8 GB de memória RAM e um corpo em alumínio com várias cores disponíveis. A fabricante promete ainda uma autonomia impressionante de até 16 horas de bateria. Tendo como referência o mercado brasileiro onde foi inicialmente disponibilizado, o equipamento foi lançado por valores a rondar os 1350 euros em conversão direta, mas tem sido encontrado frequentemente na faixa dos 1000 euros, o que espelha bem a sua vertente económica.












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