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futebol

A organização responsável pelo campeonato espanhol de futebol, a LaLiga, estabeleceu uma parceria com a Fastly para criar um sistema capaz de detetar e suspender emissões piratas em tempo real. Esta medida pretende travar um flagelo que custa anualmente centenas de milhões de euros aos clubes. Segundo os dados revelados pelo TechRadar, a estratégia visa identificar sinais específicos na origem, substituindo a abordagem ineficaz de restrição massiva das redes.

A partilha não autorizada de partidas onde jogam equipas de topo, como o Real Madrid ou o Barcelona, representa uma perda gigantesca para a competição. A LaLiga calcula que a pirataria associada ao futebol resulte num prejuízo anual na ordem dos 600 milhões de euros. Este montante espelha não apenas o valor direto das subscrições que ficam por pagar, mas também a forte desvalorização dos direitos oficiais de transmissão da liga.

O peso financeiro da pirataria e a resposta lenta

Um estudo conduzido pela Grant Thornton em 2024 sublinha a urgência e a dimensão deste desafio tecnológico. Só no ano em causa, foram detetadas cerca de 10,8 milhões de emissões ilícitas de eventos ao vivo. O dado mais alarmante deste relatório indica que 81% destas transmissões nunca chegaram sequer a ser interrompidas pelas autoridades ou fornecedores de serviço.

Além disso, mesmo nos casos excecionais em que a deteção atua de forma célere, os números continuam preocupantes, com apenas 2,7% das streams ilegais a acabarem suspensas durante os primeiros 30 minutos de emissão. Para combater esta ineficiência, a entidade aposta agora num modelo automatizado e mais sofisticado. Em vez de aplicar bloqueios geográficos cegos e alargados que afetam regiões inteiras, o novo sistema analisa os parâmetros técnicos precisos que denunciam de imediato a atividade paralela.

Precisão técnica contra o uso abusivo

Javier Tebas, presidente da LaLiga, destacou que a entidade conseguiu reduzir a pirataria em Espanha em cerca de 60% durante a época de 2024/2025. Este resultado expressivo foi alcançado através de uma forte articulação entre medidas focadas na tecnologia, no apoio legal e em campanhas institucionais e educativas. O dirigente frisa que os parceiros tecnológicos são agora o pilar fundamental para atuar diretamente na raiz da emissão clandestina, mantendo intacto o compromisso de erradicar totalmente estas práticas a longo prazo.

Do lado da empresa parceira, Kelly Shortridge, responsável de produto da Fastly, esclarece que a prioridade da ferramenta é o rigor e a velocidade de resposta. A executiva afirma que as abordagens antigas prejudicavam frequentemente consumidores legítimos. Com a nova arquitetura, o foco mantém-se inteiramente na precisão, garantindo que os fãs continuam a poder assistir aos encontros desportivos com a melhor qualidade possível, ao mesmo tempo que a plataforma corta o sinal a quem faz um uso abusivo e criminoso do conteúdo original.

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