
O Departamento de Justiça dos EUA tomou uma posição firme ao lado da plataforma X, bloqueando os pedidos de assistência de França numa investigação criminal em curso. De acordo com as informações reveladas pelo The Wall Street Journal, as autoridades norte-americanas acusam o processo francês de tentar regular as atividades comerciais da rede social através de perseguição judicial com motivações políticas.
Tensões e acusações em Paris
A investigação francesa teve início em julho, focando-se em alegações de manipulação do algoritmo da plataforma e extração fraudulenta de dados. O processo escalou meses depois, quando as autoridades realizaram buscas no escritório da empresa em Paris. No âmbito deste inquérito, foram emitidas intimações para que Elon Musk e Linda Yaccarino, antiga diretora executiva da X, compareçam para entrevistas no dia 20 de abril. Além das acusações iniciais, as autoridades francesas investigam a plataforma pela disseminação de material de abuso sexual infantil e negação do Holocausto. A mais recente tentativa de França para obter a colaboração do departamento de justiça norte-americano encontrou agora uma barreira.
A defesa da liberdade de expressão
A recusa de cooperação por parte do governo norte-americano baseia-se na defesa constitucional. Numa carta oficial, o departamento de justiça argumenta que a investigação procura usar o sistema legal criminal em França para regular uma praça pública para a livre expressão de ideias e opiniões. Esta ação é enquadrada como sendo contrária à Primeira Emenda da constituição dos Estados Unidos.
Em resposta a este bloqueio diplomático e legal, um representante da xAI demonstrou gratidão ao departamento de justiça pela rejeição do esforço feito por um procurador de Paris para forçar a presença do diretor executivo e de vários funcionários em entrevistas. O porta-voz da empresa reforçou a posição de que não existiu qualquer infração, classificando todo o processo como uma investigação sem fundamento.












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