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NASA

A NASA revelou um novo plano para prolongar a vida útil das sondas espaciais, sendo obrigada a desativar um dos equipamentos científicos da Voyager 1. Segundo a informação partilhada pela agência espacial no seu site oficial, a decisão ocorreu após uma quebra inesperada nos níveis de energia durante uma manobra de rotação realizada a 27 de fevereiro.

Para evitar que o sistema de proteção contra subvoltagens desligasse componentes críticos por conta própria, a equipa optou por encerrar a experiência de Partículas Carregadas de Baixa Energia (LECP). Kareem Badaruddin, gestor da missão no JPL, explicou que esta foi a melhor opção disponível, garantindo à sonda cerca de um ano extra de margem de manobra operacional. Um pequeno motor de apenas 0,5 watts foi mantido ativo para preservar a esperança de reativar o instrumento, caso encontrem capacidade energética no futuro. A sonda encontra-se a mais de 25 mil milhões de quilómetros da Terra, o que torna qualquer reparação impossível, e a sua congénere, a Voyager 2, enfrenta constrangimentos semelhantes com o seu gerador termoelétrico de radioisótopos.

A estratégia de substituição simultânea

Os engenheiros acreditam que podem recuperar o funcionamento do equipamento através de um procedimento ambicioso apelidado de "The Big Bang". Este plano consiste na troca de um grupo de dispositivos eletrónicos em simultâneo, desativando alguns elementos e substituindo outros por alternativas de menor consumo. O objetivo central é assegurar que a nave permanece suficientemente quente para continuar a recolher dados científicos, contornando a falha progressiva da sua fonte de alimentação.

Testes programados e legado histórico

O desenvolvimento do plano está numa fase avançada, com os primeiros ensaios agendados para a Voyager 2 durante os meses de maio e junho. Caso a operação atinja os resultados pretendidos, a aplicação na Voyager 1 acontecerá apenas a partir de julho. Se o procedimento funcionar na perfeição, existe a possibilidade real de o LECP ser novamente ativado.

Este marco representa mais um feito numa missão com 48 anos de história, que inicialmente estava projetada para durar apenas os quatro anos necessários para alcançar Júpiter e Saturno. De momento, cada uma das sondas mantém operacionais apenas três dos dez instrumentos originais com que iniciaram a sua jornada pelo espaço profundo.

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