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smartphone a ser reparado

A crise global dos componentes de memória continua a afetar o mercado e o impacto vai sentir-se diretamente na carteira de quem procura telemóveis económicos. A Samsung, um dos maiores fabricantes mundiais do setor, decidiu interromper a produção dos chips de memória RAM LPDDR4 e LPDDR4X, componentes essenciais nos dispositivos mais acessíveis.

Segundo as informações avançadas pela publicação sul-coreana The Elec, a decisão já se encontra em curso. A fabricante está a recusar novos pedidos para os módulos LPDDR4, garantindo apenas a entrega das encomendas previamente registadas.

O impacto nos fabricantes de telemóveis acessíveis

A paragem na produção da variante LPDDR4X deverá seguir o mesmo rumo a breve trecho, embora a empresa ainda não tenha emitido uma confirmação oficial. Sendo a marca sul-coreana um dos três maiores fornecedores globais de RAM, a saída deste segmento reduz a disponibilidade no mercado e, consequentemente, faz disparar os preços da concorrência.

As marcas de equipamentos acessíveis enfrentam agora um dilema complexo. A primeira opção passa por procurar módulos LPDDR4 noutros fornecedores, que se tornam cada vez mais raros e dispendiosos. A alternativa recai sobre a transição para a tecnologia LPDDR5, implementando-a mesmo em processadores de entrada de gama da Qualcomm, MediaTek ou Exynos. Qualquer um destes caminhos resulta num aumento dos custos de fabrico e do valor final pago pelos consumidores.

A aposta na inteligência artificial e em margens superiores

A estratégia baseia-se numa transição lógica para componentes mais sofisticados e com maior rentabilidade. O foco concentra-se nas memórias destinadas a sistemas de inteligência artificial, que garantem margens de lucro bastante superiores e um fluxo de receitas mais estável em comparação com o mercado de consumo económico. Esta movimentação para tecnologias premium já está a inflacionar os valores em toda a cadeia de abastecimento.

Para os consumidores que procuram equipamentos abaixo da barreira dos 200 euros, como é o caso de modelos semelhantes ao Galaxy A17, o cenário torna-se menos favorável. Os dispositivos económicos vão perder competitividade no preço assim que os stocks dos componentes antigos cheguem ao fim nas fábricas de montagem.

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