
Os consumidores em Portugal estão cada vez mais exigentes e atentos à forma como as empresas comunicam e entregam valor. De acordo com o mais recente estudo da ConsumerChoice, o setor da tecnologia e eletrónica lidera as preferências no que toca à confiança, recolhendo a aprovação de 72% dos inquiridos. Esta tendência reflete a importância crescente dos dispositivos e serviços digitais no nosso dia a dia, onde a eficiência e a inovação pesam na hora de escolher uma marca.
A empatia e a experiência de compra como pilares da fidelidade
Não basta ter um bom produto; é preciso que as marcas compreendam as necessidades reais de quem as utiliza. O estudo revela que 77% dos portugueses prefere empresas que demonstram esta empatia, sendo que 70% considera este fator vital para manter uma relação a longo prazo. Além disso, a experiência de compra influencia a lealdade de 60% dos participantes, que valorizam acima de tudo a transparência nos preços e a rapidez na resolução de problemas.
Quando algo corre mal, a tolerância é baixa: uma má experiência leva 32% dos consumidores a abandonar a marca de imediato. No entanto, o mercado continua dinâmico, com 53% dos inquiridos a admitir que testou novas marcas nos últimos seis meses, o que mostra que a fidelidade absoluta é difícil de conquistar num cenário tão competitivo.
Satisfação e a procura pelo equilíbrio no preço
A satisfação geral dos consumidores situa-se nos 72%, com a qualidade do serviço (23%) e o preço (20%) a serem os motores principais desta perceção positiva. Curiosamente, 86% dos portugueses avalia como positiva ou equilibrada a relação entre o custo e o benefício daquilo que adquire. Setores como a alimentação (70%) e a educação (71%) acompanham a tecnologia no topo da tabela de confiança, enquanto os serviços financeiros e o imobiliário ainda enfrentam desafios para convencer os utilizadores.
Apesar de 79% dos portugueses estar disposto a recomendar as suas marcas favoritas a amigos e familiares, a margem para erro é curta. A consistência entre o que é prometido no setor e o que é efetivamente entregue continua a ser o barómetro que dita se um cliente volta ou se decide procurar uma alternativa na concorrência. Para as empresas, o desafio em 2026 passa por reforçar a tecnologia de suporte ao cliente e garantir uma comunicação honesta e direta.












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