
A Canonical anunciou recentemente a intenção de integrar ferramentas de inteligência artificial no Ubuntu, gerando uma onda imediata de reações mistas. Enquanto alguns utilizadores comparam o movimento às adições da Microsoft no Windows 11, outros pedem uma forma de desligar completamente estas funções, conforme os debates intensos no fórum da comunidade.
A resposta da Canonical às preocupações
Perante as dúvidas levantadas, Jon Seager, vice-presidente de engenharia da Canonical, clarificou a posição da empresa. Embora não esteja planeado um botão global para desativar a inteligência artificial, os utilizadores terão total controlo para remover qualquer ferramenta que não desejem. As novas capacidades focar-se-ão em ferramentas de acessibilidade, como ditado por voz e leitura de texto, além de ajudantes autónomos para resolver problemas do sistema e criar rotinas de automação.
Seager explicou que a estratégia passa por introduzir estas novidades como uma amostra estritamente opcional na versão 26.10 do sistema operativo. Nos lançamentos seguintes, o assistente de configuração inicial terá um passo dedicado para ativar ou rejeitar estas funcionalidades nativas. Como tudo será fornecido através de pacotes Snaps instalados sobre a base do sistema, existirá sempre a possibilidade de os desinstalar.
A posição das distribuições alternativas
A capacidade de remover a instalação destas adições tecnológicas pode acalmar a maioria das preocupações, mas quem preferir afastar-se totalmente destas integrações poderá migrar para outras distribuições. Sistemas operativos baseados na mesma fundação, como o Linux Mint, o Pop!_OS ou o Zorin OS, não vão adotar necessariamente os mesmos passos da Canonical.
Neste contexto, Artyom Zorin, diretor executivo e programador principal do Zorin OS, referiu à imprensa que o seu projeto se mantém neutro em relação a este tema. Qualquer inovação terá de respeitar os princípios de privacidade, segurança e desempenho do sistema. Apesar de o ditado por voz local cumprir estes requisitos na teoria, a equipa compromete-se a analisar rigorosamente a execução real de cada pacote antes de sequer ponderar a sua inclusão de raiz para os utilizadores.












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