
O dobrável Huawei Pura X Max tem captado as atenções dos consumidores, mas a sua estrutura interna mantinha-se por avaliar. O canal iFixit publicou o primeiro vídeo de desmontagem ao topo de gama, revelando que o design avançado comporta uma montagem interna bastante complexa. Segundo os especialistas, o dispositivo parece o futuro, mas apenas até ser necessário repará-lo.
Estrutura externa e especificações da câmara
O telemóvel adota um formato elogiado por facilitar a leitura natural, assemelhando-se ao estilo de um pequeno tablet. Para além da construção externa, o destaque vai para a câmara principal, que inclui uma abertura variável. Esta tecnologia tem estado ausente de vários equipamentos premium e não é vista na linha rival Samsung Galaxy desde o lançamento do S9.
No que respeita à autonomia, a capacidade energética também impressionou, com duas baterias que totalizam 19,73 Wh, representando um valor 14% superior ao que é oferecido pelo Galaxy Z Fold 7. A porta USB-C também somou pontos positivos pela facilidade de acesso.
Desafios na manutenção e processador de 5 nm
No entanto, o processo de separação dos componentes revelou-se bastante exigente. A remoção da tampa traseira foi rápida, mas o ecrã frontal utiliza uma quantidade excessiva de cola. Extrair a bateria foi a etapa mais crítica, uma vez que as células de energia estão fixadas com extrema firmeza à carcaça, criando um obstáculo considerável para quem pretenda efetuar uma substituição segura ou encaminhar o material para reciclagem. A lente principal da câmara também exigiu um esforço adicional pelo mesmo motivo, estando posicionada por baixo da placa principal.
Ao aceder à placa principal, é visível o processador Kirin 9030 Pro, que ocupa uma área substancial no circuito e apresenta um desempenho superior ao das versões anteriores, com uma litografia que se aproxima dos 5 nanómetros. Isto demonstra que a fabricante conseguiu reduzir a distância tecnológica face à concorrência, que atualmente já utiliza modelos de 3 nm.
O ecrã interno flexível resistiu ao processo de desmontagem. A durabilidade é justificada pela dobradiça selada contra a acumulação de poeira e pela proteção adicional na zona central do painel, que conta com um adesivo flexível concebido para salvaguardar o mecanismo móvel e o próprio ecrã.
Preço e disponibilidade no mercado
A avaliação final do iFixit reconhece as inovações visuais e de hardware, mas deixa um aviso quanto à facilidade de reparação. A falta de otimização no acesso aos parafusos e a extrema dificuldade na substituição da bateria tornam a manutenção básica num processo arriscado, mesmo para técnicos experientes.
O dispositivo encontra-se disponível na China com um preço a partir dos 10.999 yuan, o que equivale a cerca de 1400 euros na conversão direta, sem contabilizar impostos ou taxas locais. A versão base integra 12 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento interno, não existindo, de momento, qualquer previsão para o lançamento global deste modelo.












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