
Ter um hipercarro na garagem é um sonho para muitos, mas a realidade financeira de o manter pode ser um verdadeiro pesadelo. A leiloeira RM Sotheby’s revelou recentemente os detalhes de um impressionante Mercedes-AMG One que vai ser vendido a novos donos, e os valores associados à sua manutenção deixaram o mundo automóvel perplexo. Com um valor de venda estimado entre os 2,65 e os 3 milhões de euros, o modelo destaca-se não apenas pela exclusividade, mas pela pesada fatura da sua primeira ida à oficina.
Apenas com 185 quilómetros registados no odómetro, este veículo único teve de passar por uma revisão inicial que custou mais de 37.600 euros. Para colocar este valor em perspetiva, a simples manutenção de rotina deste hipercarro supera o preço de compra de um Tesla Model 3 novo.
Peças de Fórmula 1 exigem carteiras recheadas
A fatura astronómica deve-se, em grande parte, à tecnologia importada diretamente das pistas de Fórmula 1. A intervenção exigiu 80 horas de mão de obra altamente especializada, cobrada a uns impressionantes 395 euros por hora, o que totalizou logo 31.600 euros apenas em tempo de trabalho dos mecânicos.
A lista de componentes substituídos também não fica atrás. Um simples filtro de ar custa perto de 1900 euros, enquanto o filtro do óleo da transmissão ultrapassa a fasquia dos 2300 euros. Até o modesto bujão de drenagem do óleo foi faturado por cerca de 150 euros. Tudo isto é estritamente necessário para garantir que o complexo sistema híbrido, composto por um motor 1.6 V6 turbo e quatro motores elétricos que debitam 1063 cavalos de potência, continua a funcionar na perfeição.
Um verde exclusivo com preço de carro familiar
Para além da engenharia de ponta, este exemplar em particular — um de apenas 275 produzidos a nível mundial — tem um detalhe estético que o torna absolutamente único perante todos os outros. A carroçaria foi pintada na cor Reingrün, um tom de verde vibrante que foi executado por encomenda especial para o cliente original.
O custo desta pintura exclusiva rondou os 27.500 euros. Se o preço da revisão equivale a um automóvel elétrico de entrada de gama, a tinta que cobre a carroçaria deste Mercedes-AMG One seria suficiente para comprar um Renault Clio acabado de sair do stand. Fica assim provado que, no mundo dos hipercarros de elite, o preço de aquisição é apenas o bilhete de entrada para um universo de despesas colossais.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!