
A plataforma social X chegou a um acordo com o regulador de comunicações britânico, conforme avançou o Ofcom, comprometendo-se a implementar novas medidas para proteger os utilizadores do Reino Unido contra conteúdos que promovam o ódio e o terrorismo.
Novas medidas de avaliação e bloqueio
No âmbito deste compromisso, a rede social garante que vai bloquear o acesso no Reino Unido a contas geridas por grupos terroristas locais que publiquem material ilegal. Além disso, a empresa afirma que vai avaliar pelo menos 85% das denúncias feitas pelos utilizadores relativas a discurso de ódio e terrorismo num prazo máximo de 48 horas.
A plataforma concordou ainda em colaborar com especialistas no desenvolvimento de sistemas de denúncia e terá de entregar relatórios de desempenho trimestrais ao regulador durante os próximos 12 meses.
Pressão sobre as plataformas e análise ao Grok
Oliver Griffiths, diretor de segurança online do regulador, sublinha que estes compromissos representam um passo em frente, mas avisa que ainda há muito trabalho por fazer. O responsável destaca que existem provas da persistência de discurso de ódio e publicações terroristas nas maiores plataformas sociais, exigindo uma ação firme de combate.
Esta medida surge na sequência de uma investigação iniciada em dezembro para avaliar os sistemas de proteção contra material ilegal nas redes sociais. Em paralelo, continua aberta uma investigação separada sobre a forma como o chatbot Grok lida com conteúdos ilegais, após casos em que a ferramenta foi usada para despir digitalmente pessoas sem consentimento.
Multas no horizonte e falta de transparência
Com estas novas promessas, o regulador britânico ganha a base necessária para aplicar multas caso a plataforma falhe nos seus deveres, embora tenha evitado declarar a empresa culpada por atuais infrações às regras de segurança online do país.
Apesar do acordo, as medidas mantêm alguma ambiguidade. A rede social assegura que vai acelerar as análises às denúncias, mas não faz qualquer referência a uma procura proativa destes conteúdos. Fica também por esclarecer se as avaliações serão feitas por sistemas automáticos ou por moderadores humanos, numa altura em que a equipa de segurança da empresa se encontra bastante reduzida.












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