
A Aliança para a Criatividade e Entretenimento (ACE) lançou uma nova ofensiva legal para identificar os operadores de dezenas de plataformas de pirataria espalhadas pelo mundo. Segundo avança o TorrentFreak, a organização solicitou uma nova intimação DMCA que obriga a Cloudflare a entregar informações detalhadas sobre os responsáveis por quase três dezenas de endereços ilícitos.
A ação, liderada por gigantes do cinema como a Disney, Paramount, Universal e Warner Bros, foca-se em obter endereços físicos, números de telefone, emails, históricos de contas e dados de pagamento. Esta não é uma tática nova para a coligação. No início deste ano, uma medida semelhante foi usada para forçar o Discord a expor comunidades associadas a serviços de partilha ilegal.
Alvos vão desde a Europa até à Ásia
A lista de alvos destaca a natureza global do problema, abrangendo plataformas em várias línguas, incluindo francês, chinês, russo, espanhol e hindi. Entre os visados está um recente tracker privado francês de torrents, lançado no final de dezembro de 2025. A plataforma ganhou popularidade após a queda de outros gigantes locais e, de acordo com o processo, partilha filmes de destaque como o mais recente Gladiador 2 e Moana. Curiosamente, a inclusão de ligações privadas no pedido sugere que a equipa antipirataria conseguiu infiltrar-se nesta comunidade fechada.
Do lado oposto do espetro, a intimação visa também um veterano fórum chinês de torrents com cerca de duas décadas de existência e milhões de visitas mensais, demonstrando que os estúdios de Hollywood estão dispostos a agir em mercados onde a sua influência direta é menor.
O negócio da pirataria como serviço
O esforço legal não se limita aos portais direcionados ao consumidor final. A lista da ACE inclui vários serviços vietnamitas que operam num modelo de pirataria como serviço. Estes fornecem o código e a estrutura, incluindo opções de vídeo, capas e metadados, para que qualquer pessoa possa criar a sua própria página de partilha de conteúdos de forma rápida.
Para além destes, a ação estende-se a páginas de streaming na Índia, Polónia, Brasil e Rússia. Há ainda o regresso de um conhecido portal espanhol à mira das autoridades, cujos administradores foram absolvidos duas vezes no passado devido a lacunas na lei do país na altura. O documento aguarda agora a assinatura do tribunal, uma mera formalidade burocrática. Resta saber se as informações alojadas nos servidores vão revelar identidades reais ou se os operadores se protegeram com dados falsos, um obstáculo comum neste tipo de investigações.












Nenhum comentário
Seja o primeiro!