
A EDP lançou um alerta aos consumidores sobre uma nova tipologia de ataques informáticos que se faz passar pela empresa. A informação partilhada em comunicado revela que os criminosos deixaram as tradicionais mensagens genéricas para trás e utilizam agora dados personalizados dos clientes, como o Código do Ponto de Entrega (CPE), a morada ou o número de contribuinte, numa tentativa de dar total credibilidade às comunicações e induzir pagamentos indevidos.
A ilusão da informação correta
O facto de uma mensagem de correio eletrónico chegar com o nome e o NIF corretos do destinatário já não serve como garantia de autenticidade. Os autores desta fraude aproveitam informações sensíveis, muitas vezes fornecidas pelos próprios utilizadores noutras plataformas digitais, para criar mensagens muito mais difíceis de ignorar do que as SMS generalistas usadas no passado. A elétrica nacional confirma que continua a investigar a proveniência exata da informação e as plataformas de onde esta terá sido extraída.
Como validar as cobranças legítimas
A defesa central contra esta fraude passa pela verificação metódica dos elementos de pagamento e pela rejeição de qualquer contacto que imponha um sentido de urgência. A EDP nunca solicita palavras-passe, dados bancários ou credenciais de acesso através de SMS ou correio eletrónico. Quando se trata de faturas verdadeiras, o documento segue sempre anexado em formato PDF, sem que o cliente tenha de clicar numa hiperligação colocada no corpo do texto para fazer a consulta.
Se optares pelo pagamento no Multibanco, o alvo da cobrança tem de coincidir com as entidades autorizadas da EDP Comercial. Os clientes residenciais devem procurar exclusivamente pelas entidades 20174 e 23013, enquanto o segmento empresarial utiliza a 12223 e a 21196. A empresa mantém uma parceria com a SIBS para acelerar a identificação e o bloqueio de referências ilícitas, recomendando a transição para o débito direto por ser a alternativa que elimina por completo este risco específico.
Desde o início do ano, foram recebidas mais de 3.000 denúncias relacionadas com tentativas de burla deste género. O volume representa um crescimento de 4% face ao mesmo período do ano passado e reflete uma maior vigilância por parte dos cidadãos perante campanhas cada vez mais sofisticadas.












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