
A Intel está a desenvolver uma revisão importante para a especificação ATX12VO, introduzindo a versão v3 com o intuito de otimizar a eficiência energética dos computadores. Esta nova especificação visa simplificar o design das fontes de alimentação modernas, diminuindo o desperdício de eletricidade e reduzindo drasticamente o tamanho dos conectores que alimentam os componentes principais do sistema.
Menos cabos e maior poupança de energia em repouso
A principal alteração desta norma foca-se na eliminação completa da linha de alimentação de espera dedicada, mantendo a linha principal de 12V permanentemente ativa. Esta reestruturação simplifica a arquitetura interna das fontes e melhora de forma significativa o consumo quando a máquina se encontra inativa. Testes apontam que os computadores convencionais consomem até 29% mais energia em repouso quando comparados com uma plataforma baseada nesta tecnologia da Intel.
Além da eficiência energética, o espaço disponível nas motherboards será otimizado. A atual e volumosa ficha ATX de 24 pinos dará lugar a uma nova ligação compacta de apenas 8 pinos, o que traduz uma redução de 83% no tamanho do conector. A entrada de alimentação do processador também será encolhida, facilitando a montagem de computadores consideravelmente mais compactos.
Monitorização avançada e transição entre fabricantes
A norma ATX12VO v3 integra o protocolo PMBus (Power Management Bus), uma ferramenta comum no segmento dos servidores. Esta funcionalidade permite monitorizar em tempo real parâmetros cruciais como a tensão, a corrente, a temperatura e o consumo geral da fonte. Adicionalmente, o novo sinal I_PSU% garante que a fonte comunique diretamente com o sistema o nível de utilização da sua capacidade, prevenindo sobrecargas de energia no computador.
A Intel ainda não confirmou oficialmente a data exata de lançamento, mas espera-se que a apresentação ocorra durante a Computex 2026. Diversos fabricantes já planeiam modelos compatíveis com este padrão, o que deve acelerar a transição ao longo dos próximos anos, apesar de o elevado custo atual de componentes como memórias RAM e discos SSD poder influenciar o ritmo de atualização por parte dos utilizadores.












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