
A Intel revelou de forma oficial a sua nova linha de processadores para servidores, a família Xeon 6+, também conhecida internamente pelo nome Clearwater Forest. Estes componentes foram desenhados com um foco claro na densidade de núcleos, na eficiência energética e em lidar com tarefas de grande paralelismo para dar resposta às necessidades crescentes dos centros de dados atuais.
O grande destaque recai sobre o modelo topo de gama, o Xeon 6990E+. Este chip conta com uns impressionantes 288 núcleos do tipo Darkmont, que são os núcleos de alta eficiência da marca, vulgarmente conhecidos como E-Cores. Como o objetivo principal é a eficiência em vez da potência pura de um único fio de processamento, não existe a tecnologia Hyper-Threading, o que significa que o chip opera com 288 núcleos físicos.
Uma arquitetura focada na consolidação de equipamentos
Com esta nova geração, a fabricante não procura bater de frente com a potência bruta dos núcleos da AMD, mas sim oferecer uma solução estratégica baseada numa densidade massiva de núcleos eficientes. O novo modelo de topo será disponibilizado em variantes com um consumo de 330 e 450 watts, mantendo a mesma base de processamento, bem como 576 MB de memória cache L3, suporte para doze canais de memória DDR5-8000, 96 linhas PCIe 5.0 e até seis ligações UPI, sendo compatível com sistemas de um ou dois encaixes. A diferença de consumo reflete-se apenas na frequência operacional dos núcleos.

A geração Clearwater Forest marca também um ponto de viragem para a empresa, sendo os primeiros processadores de servidor a tirar partido da nova litografia 18A. Este processo avançado combina tecnologias como o RibbonFET e o PowerVia, recorrendo ainda ao empacotamento Foveros. Para conseguir este nível de integração, o design junta doze blocos de computação na litografia mais recente com três blocos base e dois blocos de comunicação, todos unidos por tecnologias avançadas de empilhamento.

Maior controlo sobre o consumo e os custos de operação
Outra novidade de relevo é a introdução da tecnologia Application Energy Telemetry, que permite aos administradores de sistemas medir o consumo de energia de forma detalhada por cada aplicação ou máquina virtual, em vez de lerem apenas o consumo global da infraestrutura. Num centro de dados repleto de equipamentos, esta visibilidade ao nível do hardware torna-se vital para perceber que serviços estão a gastar mais eletricidade e otimizar a distribuição da carga de trabalho.
No que diz respeito ao desempenho, a empresa garante saltos significativos. O novo Xeon 6990E+ oferece, em média, um desempenho 2,26 vezes superior face à geração anterior do modelo equivalente e uma melhoria de 1,55 vezes no desempenho por watt consumido. Quando colocado frente a frente com a concorrência, nomeadamente o processador EPYC 9965 de 192 núcleos e 384 linhas lógicas com um consumo de 500 watts, os dados indicam uma vantagem de 1,3 vezes na eficiência energética quando o chip regista níveis de utilização de cerca de 40%.

Enquanto a concorrência mantém a liderança na quantidade de linhas de processamento lógicas e na conectividade PCIe, a nova proposta procura dominar na densidade física de processamento e na eficiência a cargas parciais. O grande argumento de venda passa pela capacidade de substituir vários servidores antigos por menos unidades modernas, permitindo poupar espaço físico valioso e reduzir drasticamente as despesas em eletricidade e refrigeração.












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