
A OpenAI está a oferecer acesso ao seu novo modelo focado em cibersegurança a nove grandes instituições bancárias britânicas. Esta medida surge numa altura em que os bancos procuram testar e proteger os seus sistemas informáticos mais antigos com urgência, segundo a informação avançada pelo CyberNews.
A OpenAI reforça assim a sua presença no setor financeiro enquanto a rival Anthropic mantém o seu modelo Claude Mythos restrito a um leque fechado de parceiros. Entidades como o HSBC, o Lloyds Banking Group e o Nationwide preparam-se para receber o acesso ao GPT-5.5 Cyber. Estes bancos juntam-se ao NatWest e ao Santander, que já possuem acesso à tecnologia através de acordos previamente estabelecidos.
O perigo do código legado nas instituições financeiras
O setor bancário lida com uma preocupação crescente relacionada com as suas infraestruturas de software. Grande parte dos sistemas corre sobre código envelhecido que sofreu repetidas modificações ao longo do tempo. Esta acumulação de alterações cria ambientes digitais de elevada complexidade, tornando a revisão exaustiva por parte das equipas de segurança numa tarefa morosa e propensa a falhas.
A necessidade de integrar estas novas ferramentas prende-se com a sua capacidade singular para detetar vulnerabilidades bem escondidas. A criadora do Claude revelou recentemente que o seu próprio modelo identificou uma falha num sistema com décadas de existência, um feito que despertou a atenção imediata de reguladores e bancos centrais perante o risco generalizado.
Acesso limitado às ferramentas de teste
Apesar da procura evidente do mercado, o acesso a estes modelos de deteção de falhas informáticas não é garantido para todos. Andrew Bailey, governador do Banco de Inglaterra e presidente do Conselho de Estabilidade Financeira, confirmou na última semana que a banca britânica continua impedida de utilizar o Mythos para testar as suas redes, mesmo após várias conversações com a tecnológica responsável.
Até ao momento, a utilização da ferramenta continua a ser exclusiva para os membros do Project Glasswing, uma iniciativa composta sobretudo por outras gigantes da tecnologia. Enquanto o mercado aguarda pelo lançamento empresarial desta solução, a dona do ChatGPT avança de forma clara para cimentar as suas relações e garantir a liderança junto de um dos polos financeiros mais importantes do globo.












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