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codec av2

A Alliance for Open Media lançou oficialmente a especificação 1.0.0 do seu novo formato de vídeo AV2, marcando um passo vital para a próxima geração de transmissão digital. A novidade, detalhada na publicação oficial da AOMedia, estabelece a base técnica estável para que o sucessor do conhecido AV1 possa oferecer reduções consideráveis no consumo de largura de banda, sem qualquer impacto negativo na qualidade visual entregue aos utilizadores.

Mais eficiência para formatos de alta resolução

O desenvolvimento desta norma começou a fase experimental em 2023, procurando dar seguimento ao trabalho iniciado pelo AV1 em 2018, que conquistou o seu espaço em plataformas de peso como o YouTube, a Netflix e a Amazon. Com a chegada desta primeira especificação final, a indústria ganha a segurança necessária para desenvolver ferramentas de codificação e descodificação, afastando o receio de eventuais incompatibilidades no futuro.

A principal vantagem do AV2 reside na sua impressionante taxa de compressão. Segundo os testes partilhados pelo consórcio, o novo formato consegue diminuir a taxa de bits entre 30 a 34 por cento quando comparado diretamente com o AV1, mantendo o mesmo nível de detalhe na imagem. Esta eficiência torna-se crucial para o futuro do streaming de conteúdos pesados, garantindo transmissões mais fluidas para resoluções como 4K e 8K com elevado alcance dinâmico, ao mesmo tempo que reduz substancialmente os custos de distribuição para as plataformas.

A necessidade de novo hardware para lidar com a complexidade

Apesar das inegáveis vantagens na poupança de dados da internet, a transição para este novo modelo apresenta obstáculos técnicos severos. Conforme alertado por Jean-Baptiste Kempf, especialista do VideoLAN, a elevada eficiência do codec exige um esforço de processamento muito superior. Estima-se que a descodificação do formato AV2 seja cerca de cinco vezes mais complexa do que a do seu antecessor.

Este aumento de exigência computacional significa que a reprodução baseada apenas em software será praticamente impossível para a grande maioria dos processadores que se encontram atualmente no mercado. Por este motivo, a adoção generalizada da nova tecnologia estará inteiramente dependente da implementação de sistemas de aceleração gráfica dedicados nos futuros computadores e telemóveis. Apesar destes desafios, a organização mantém metas ambiciosas e estima que cerca de 88 por cento das empresas parceiras iniciem a integração da nova especificação a partir da segunda metade de 2027.

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