
A divisão de jogos da Microsoft continua a reestruturar a sua estratégia para o mercado. De acordo com informações avançadas pelo Windows Central, a nova CEO da marca, Asha Sharma, confirmou que a próxima consola Project Helix vai chegar às prateleiras com um valor inferior ao esperado, de forma a alcançar um público mais vasto, contornando a atual escassez de memória.
As vendas conjuntas das Series X e S ficaram aquém do esperado, não conseguindo atingir nem metade dos números alcançados pela consola da Sony. Perante este cenário, a Xbox precisou de efetuar mudanças profundas na sua direção. Com a saída de Phil Spencer e Sarah Bond, Asha Sharma completou agora 100 dias no cargo e tem os objetivos definidos, recusando a subida de preços como solução viável para a crise.
Mais eficiência na construção
A responsável pela marca destacou que a conceção do Project Helix foi otimizada para entregar mais desempenho por um custo inferior. Com um conceito que se aproxima de uma máquina de sala para PC, o novo equipamento aproveita a eficiência dos seus componentes informáticos para conseguir manter valores atrativos. Esta estratégia pode envolver um menor consumo de memória RAM e de espaço de armazenamento no sistema operativo, ou simplesmente um fabrico mais inteligente e económico.
O foco em preços mais baixos é assumido como uma peça fundamental para atrair novos clientes, especialmente as novas gerações que são altamente influenciadas pelas redes sociais, e para conseguir competir de forma direta com a Sony e a Nintendo. A recente expansão da família de consolas, com a chegada das máquinas ASUS ROG Ally e Ally X, aliada à integração de jogos da Activision Blizzard e King, serviu também para impulsionar a adoção do Game Pass.
O impacto das novas tecnologias
Durante a partilha de informações, Asha Sharma clarificou a sua visão sobre a inteligência artificial na indústria de jogos. A líder da divisão afirmou que a tecnologia não tem capacidade para substituir as grandes produções de orçamento elevado e os projetos triplo A.
Apesar de afastar a ideia de uma substituição humana nos jogos de grande escala, a CEO reconhece o potencial da tecnologia a curto prazo noutros segmentos. Na sua perspetiva, a inteligência artificial será a ferramenta ideal para estabelecer as bases de projetos independentes e de baixo orçamento de forma muito mais rápida.












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