
O diretor executivo da Cupra, Markus Haupt, confirmou oficialmente que o protótipo Tindaya vai mesmo avançar para a fase de produção em série nos próximos anos. Revelado originalmente no salão IAA em Munique, em setembro passado, o modelo foi inicialmente apresentado como um crossover equipado com um sistema de extensão de autonomia. No entanto, a marca do grupo Volkswagen ainda não tomou uma decisão final sobre o grupo motopropulsor que será integrado na versão comercial.
De acordo com as declarações partilhadas pela Autocar, as equipas de design e engenharia já se encontram a trabalhar no desenvolvimento da versão final do veículo. O Cupra Tindaya, cujo nome se inspira numa montanha vulcânica de Fuerteventura, ficará posicionado acima do modelo elétrico Cupra Tavascan, existindo a forte possibilidade de se transformar no novo topo de gama e porta-estandarte da fabricante espanhola.
Uma base tecnológica partilhada com a Audi e a Porsche
O novo automóvel vai demorar algum tempo a chegar aos mercados internacionais, uma vez que a Cupra planeia construir o Tindaya com base na futura arquitetura SSP (Scalable Systems Platform). Esta nova plataforma unificada do grupo Volkswagen será lançada em primeiro lugar num modelo da Audi, sendo posteriormente estendida à Porsche e ao VW ID. Golf. A arquitetura de software e a eletrónica zonal do projeto contam com tecnologia desenvolvida através da parceria estabelecida com os norte-americanos da Rivian.
O protótipo inicial apresentado no salão IAA contava com 4,72 metros de comprimento e uma potência combinada de 365 kW. Na sua configuração conceptual, a fabricante utilizou uma mecânica elétrica acompanhada por um motor a gasolina 1.5 TSI, cuja função exclusiva é gerar eletricidade para alimentar os motores elétricos. Este sistema garante uma autonomia puramente elétrica em torno dos 300 quilómetros e um alcance combinado que atinge os 1000 quilómetros.
Flexibilidade mecânica para responder ao mercado global
Embora a plataforma SSP tenha sido idealizada originalmente para veículos totalmente elétricos, a arquitetura foi adaptada para suportar sistemas de extensão de autonomia para responder às exigências atuais do setor automóvel. Por outro lado, as mecânicas híbridas plug-in tradicionais utilizadas na atual plataforma MQB não fazem parte dos planos para esta nova base técnica.
A decisão de lançar o Cupra Tindaya como um modelo 100% elétrico ou com extensor de autonomia permanece em aberto. Markus Haupt sublinhou que o debate sobre as motorizações evolui diariamente e de forma muito rápida. O responsável máximo da empresa assegurou que a prioridade é manter a flexibilidade o máximo de tempo possível para garantir que, no momento do lançamento, o modelo integre as motorizações mais adequadas para cada mercado e para as necessidades reais dos clientes.












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