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A BMW está a reconsiderar os planos para fabricar os modelos elétricos da Mini na sua fábrica de Oxford, no Reino Unido, devido a iminentes barreiras comerciais e custos crescentes de operação. De acordo com informações reveladas pela revista alemã WirtschaftsWoche, a marca vê a modernização daquela unidade a médio prazo com bastantes incertezas, o que motivou a suspensão por tempo indeterminado da transição para a mobilidade elétrica naquele espaço.

As regras de origem e os impostos de importação

Inicialmente, a fabricante tinha anunciado a intenção de produzir duas novas versões totalmente elétricas em Oxford a partir de 2026, com o objetivo de transitar toda a linha para baterias até 2030. No entanto, o cenário mudou drasticamente com a aproximação de 2027, data em que as novas regras comerciais pós-Brexit entram em vigor entre o Reino Unido e a Europa. A legislação exige que os veículos elétricos sejam construídos com pelo menos 45 por cento dos componentes fabricados no espaço europeu ou britânico para ficarem isentos de taxas, um valor que sobe para 60 por cento no caso específico das baterias.

Como atingir estas metas é considerado praticamente impossível para a linha de fornecimento atual, os veículos estariam sujeitos a uma tarifa fronteiriça de 10 por cento. Este encargo adicional torna a operação inviável, levando os executivos da empresa a pausar a adaptação da fábrica, a menos que os governos decidam alterar ou adiar novamente a aplicação das normas em questão.

Custos crescentes e alternativas de produção

Além do problema das tarifas alfandegárias, a fabricante depara-se com margens de lucro cada vez mais curtas nos seus modelos mais acessíveis, o que agrava a decisão de não investir na eletrificação da fábrica britânica sob o clima económico atual. Os trabalhos preparatórios de montagem já foram interrompidos, embora certas atualizações normais, focadas na melhoria da logística, continuem a decorrer na infraestrutura.

Para contornar as exigências europeias e manter o fornecimento, o Mini Cooper elétrico, nas suas diferentes configurações desportivas e de base, continua a ser fabricado de forma exclusiva na China para posterior exportação. Enquanto a produção em território inglês fica limitada aos modelos com motor a combustão, outras propostas como o Countryman seguem a sua montagem normal na Alemanha, evidenciando uma reestruturação da estratégia industrial do grupo.

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