
A Meta vai começar a utilizar os dados de atividade recolhidos fora das suas aplicações para personalizar as respostas da inteligência artificial e os feeds principais dos utilizadores. A novidade foi confirmada num anúncio partilhado pela empresa no seu site oficial e representa uma expansão do rastreio que já era feito para direcionar publicidade, alcançando agora os algoritmos de recomendação e as conversas com o assistente inteligente.
Para acompanhar esta mudança, a tecnológica vai unificar as definições de privacidade, substituindo as opções anteriores por um único controlo batizado de "Atividade de outras empresas". Esta nova opção estará centralizada no Centro de Contas e será aplicada de forma automática a todos os perfis interligados do utilizador.
Como desativar o rastreio da Meta
Os utilizadores que não pretendam ver os seus feeds e interações de ia manipulados pelo histórico externo podem desativar a opção nas configurações de conta. No entanto, desligar este botão não impede que as empresas parceiras continuem a enviar os dados de navegação para a meta. A tecnológica continuará a recolher as interações na web para treinar os seus produtos, além de manter o acesso às contas externas que o utilizador decida interligar voluntariamente.
Esta atualização global deixará de fora vários mercados importantes durante a fase de lançamento. Entre as regiões excluídas encontram-se a União Europeia, o Reino Unido, o Brasil, a Turquia, a África do Sul, a Coreia do Sul, o Equador, a Tailândia, a Nigéria e o Quénia.
Crises de segurança e monitorização interna
O anúncio surge numa altura em que a gigante das redes sociais tenta recuperar de um problema grave de segurança ocorrido no Instagram. Uma vulnerabilidade permitiu que atacantes contornassem a autenticação de dois fatores (2FA) e assumissem o controlo de contas de grande perfil, incluindo marcas e figuras públicas.
A nível interno, a empresa também enfrentou resistência por parte dos seus próprios trabalhadores, o que obrigou à redução dos planos do programa de monitorização corporativa Model Capability Initiative (MCI). Os funcionários contestaram a gravação contínua das atividades de ecrã e digitação, apontando falhas graves de privacidade e um impacto severa na autonomia das baterias dos equipamentos de trabalho.












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