
A Fox anunciou a aquisição total da Roku, num negócio histórico avaliado em 22 mil milhões de dólares (cerca de 20,5 mil milhões de euros). Esta movimentação estratégica visa fundir as redes de televisão da Fox e a plataforma de transmissão Tubi com o vasto ecossistema da Roku, que inclui dispositivos de transmissão, software para televisões inteligentes e o canal de conteúdos próprios The Roku Channel. Conforme detalhado no comunicado de imprensa oficial, a união das duas empresas irá colocá-las como o terceiro maior operador do setor televisivo nos Estados Unidos em termos de quota de audiência.
Plataforma aberta e distribuição global
Apesar da magnitude da fusão, os responsáveis garantem que o plano não passa por fechar os serviços num ecossistema vedado a terceiros. Ambas as companhias assumiram o compromisso público de manter o sistema operativo da Roku como uma plataforma aberta, que continuará a colaborar com outros fornecedores de conteúdos, assegurando também uma distribuição global e sem barreiras do portefólio da Fox.
O diretor executivo da Fox, Lachlan Murdoch, sublinhou que este é um momento decisivo que estende de forma natural a estratégia focada que a empresa tem vindo a implementar há quase uma década. Com esta integração, combinam-se os direitos de transmissão de grandes eventos em direto com a liderança no ecrã da plataforma que serve de porta de entrada para o consumo de vídeo de milhões de lares.
Continuidade na liderança e inovação
Do lado da Roku, o fundador Anthony Wood continuará ligado aos destinos do negócio e passará a integrar o conselho de administração da Fox. O responsável recordou o percurso de duas décadas que transformou a marca numa referência de streaming global, presente em mais de 100 milhões de habitações.
Anthony Wood destacou ainda que a integração na Fox representa uma oportunidade extraordinária para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias e trazer mais capacidade de inovação para os telespetadores, parceiros comerciais e anunciantes. O negócio aguarda agora as habituais aprovações por parte das entidades reguladoras do mercado, um processo que, considerando o panorama atual, não deverá encontrar grandes obstáculos no território norte-americano.












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