
A Apple lançou recentemente as chamadas Coleções Personalizadas na sua App Store, uma funcionalidade desenhada para oferecer aos utilizadores sugestões à medida de novas aplicações que possam achar interessantes. No entanto, o nível de recolha de dados associado a esta novidade está a levantar sérias preocupações no que toca à privacidade. Dois investigadores de segurança alertaram para a enorme quantidade de dados analíticos que a empresa está a recolher para conseguir compilar estas recomendações.
Segundo as informações partilhadas pela equipa da Mysk no seu perfil oficial, a aplicação da loja está a registar cada toque efetuado no ecrã. Para além disso, os investigadores apontam que não existe qualquer opção nas definições que permita aos utilizadores desativar esta captura contínua de dados do seu comportamento.
Monitorização detalhada e sem botão de desligar
Os analistas de segurança da Mysk detalharam que estes registos extensos e identificáveis já estão a ser aplicados na prática dentro da loja oficial. O sistema é tão minucioso que consegue inclusivamente calcular a velocidade de digitação de quem está a navegar. A recolha acontece de forma integrada nas abas de Aplicações, Jogos e Pesquisa, locais onde as recomendações personalizadas e as notas explicativas evoluem com base no histórico e transferências efetuadas.

Em resposta a comentários na comunidade, os especialistas clarificaram que o envio de dados para os servidores não se limita ao processo normal de carregar os resultados enquanto o utilizador escreve na barra de pesquisa. Trata-se, de facto, de dados analíticos puros enviados à gigante tecnológica, contendo todas as interações físicas e toques realizados ao longo da navegação.
Expansão global com foco nos criadores de conteúdo
A Apple apresentou originalmente este recurso como parte de um conjunto alargado de capacidades para a App Store, com o propósito de ajudar os programadores a alcançar novos públicos. O sistema começou a ser disponibilizado em inglês nos EUA, estando planeado o suporte para novos idiomas e regiões geográficas em momentos posteriores.
Até ao momento, a marca não confirmou qualquer alteração ou a introdução de controlos de privacidade que permitam mitigar a monitorização apontada pelos investigadores.












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