
A plataforma de streaming de música Tidal anunciou que vai aumentar o preço da sua subscrição mensal na Europa e nos Estados Unidos já a partir do próximo dia 3 de agosto de 2026. Em solo europeu, a mensalidade vai passar dos atuais €10,99 para os €12,99, representando uma subida de 18,2% que coloca o serviço ao mesmo nível de preço do rival Spotify.
Apoio aos artistas justifica a subida
Num comunicado enviado diretamente por email aos seus subscritores, a empresa justificou a decisão por ser a primeira revisão de tarifas nos últimos três anos. Segundo a marca, a receita adicional gerada por este ajuste servirá para reforçar os pagamentos aos criadores independentes e músicos, uma vez que a plataforma se posiciona desde a sua génese como um ecossistema focado na valorização dos artistas.
Para os utilizadores portugueses que considerem o novo valor excessivo, a empresa relembrou que a subscrição pode ser cancelada facilmente através das definições da conta no link disponibilizado na mensagem. Com este aumento, o Tidal iguala os valores praticados pelo Spotify, que também tinha atualizado os seus preços no início do ano. Esta mudança surge numa altura em que o mercado do Apple Music e de outros serviços semelhantes enfrenta uma forte pressão devido ao custo dos licenciamentos de catálogo.
A postura face à inteligência artificial
Apesar do descontentamento habitual que acompanha a subida de custos de qualquer serviço digital, a plataforma tem conquistado uma forte onda de simpatia entre os audiófilos devido às suas políticas recentes de proteção do trabalho humano. O serviço destaca-se pela implementação de uma estratégia estrita contra a proliferação de faixas criadas inteiramente por sistemas de inteligência artificial, suspendendo o pagamento de royalties a esse tipo de conteúdos e aplicando etiquetas de aviso explícitas.
Esta posição contrasta diretamente com a visão de outras empresas do setor, cujos responsáveis máximos têm incentivado os utilizadores a abraçar as faixas geradas por algoritmos. Para quem prefere apoiar o ecossistema musical tradicional e rejeita a automação completa da arte, o aumento de preço poderá ser um passo mais fácil de aceitar, sabendo que o investimento mensal reverte para carreiras reais.












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