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O serviço de streaming de áudio TIDAL decidiu tomar uma posição firme contra a proliferação de conteúdos artificiais na sua plataforma, anunciando que as faixas criadas integralmente por algoritmos vão deixar de gerar receita. Segundo um comunicado publicado na revista oficial da TIDAL, a nova política visa proteger a criatividade humana e entra em vigor a 15 de julho de 2026.

Proteção de artistas e bloqueio a imitações

A partir de meados de julho, qualquer música identificada como sendo 100% gerada por algoritmos receberá uma etiqueta visual específica para avisar os ouvintes. Mais importante ainda, estes conteúdos perdem imediatamente o direito a rentabilização, recolha de direitos de autor ou vendas diretas aos fãs. A empresa vai também aplicar ferramentas automatizadas para detetar e eliminar da plataforma qualquer áudio que tente imitar a voz ou o estilo de um artista real, conforme estabelecido na política de IA da empresa.

Tony Gervino, vice-presidente executivo e editor-chefe da empresa, esclareceu que o objetivo não é travar o avanço tecnológico, mas sim garantir que os subscritores apoiam criadores humanos. Para os utilizadores em Portugal e no resto do mundo, isto significa uma experiência de escuta onde as recomendações privilegiam o talento orgânico em vez de faixas produzidas em massa por máquinas, uma queixa frequente entre os consumidores mais dedicados que procuram qualidade e autenticidade.

Uma tendência crescente nas plataformas rivais

Esta decisão não surge num vácuo. Concorrentes diretos como o Spotify, a Apple Music e a Deezer têm vindo a desenhar estratégias para lidar com a avalanche de faixas sintéticas. A Deezer, que reporta que quase metade de toda a música nova enviada diariamente para os seus servidores tem origem algorítmica, optou por uma postura rigorosa ao remover estes conteúdos das recomendações e listas editoriais. A nova posição do TIDAL servirá como um teste crucial para o mercado, avaliando se o corte do incentivo financeiro é a solução definitiva para travar o volume excessivo de áudio gerado de forma sintética.

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