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Google em pesquisa

A Google decidiu alterar a forma como os utilizadores acedem às páginas AMP através dos seus resultados. A partir de agora, os cliques nestes links encaminham os visitantes diretamente para a página alojada pelo próprio site, abandonando o tradicional visualizador em cache da empresa. A novidade foi partilhada através da documentação oficial da área de pesquisa, onde a tecnológica detalha as vantagens práticas desta transição.

Fim do visualizador em cache e vantagens para editores

Até ao momento, quando alguém abria um artigo AMP a partir do motor de busca, o conteúdo era apresentado num ambiente fechado da empresa, mantendo um endereço URL associado aos servidores originais do serviço. Esta dinâmica causava frequentemente constrangimentos técnicos severos na gestão de métricas de tráfego para os criadores de conteúdo.

Com a recente atualização, os leitores passam a aterrar de imediato no domínio original do publicador. A empresa esclarece que esta alteração reduz o esforço de manutenção para os programadores, simplificando a implementação de ferramentas de análise e o acompanhamento orgânico de visitas. Para as publicações em Portugal e no mercado global, isto traduz-se numa infraestrutura técnica menos pesada e num controlo mais rigoroso sobre a interação da própria audiência.

O impacto nas posições e o futuro do formato

Apesar da mudança na forma de encaminhamento, as posições dos artigos não sofrem qualquer impacto no algoritmo. Os conteúdos AMP vão continuar a concorrer de igual forma com as restantes páginas da web, mantendo o seu desempenho tanto nos resultados gerais como no painel Discover.

A plataforma sublinha também que vai manter o suporte contínuo ao formato de código aberto AMPhtml. É inegável que a tecnologia perdeu o tratamento preferencial que detinha há alguns anos no setor do jornalismo digital. Muitos portais de notícias acabaram por desativar o formato de forma definitiva para otimizar os seus próprios sistemas, apostando antes em designs responsivos nativos mais ágeis. Ainda assim, para os projetos que mantêm a estrutura ativa, esta atualização elimina um dos seus maiores defeitos históricos e devolve a totalidade do tráfego à origem.

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