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O mercado tecnológico está a atravessar uma das fases mais complexas da última década, e a pressão sobre os custos de produção já chamou a atenção das autoridades. Segundo avança o IT Home, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China realizou uma visita oficial à Xiaomi para estudar as tendências de preços nos setores dos telemóveis e dos veículos elétricos. Esta aproximação sublinha a preocupação governamental com a estabilidade de um ecossistema onde as margens de lucro sofrem ameaças diárias e a competição atinge níveis insustentáveis.

Fim dos telemóveis baratos e a crise dos componentes

Lu Weibing, presidente do grupo tecnológico, foi perentório ao classificar o momento atual como o mais difícil da indústria nos últimos dez anos. O descontrolo nos custos dos componentes básicos, com especial destaque para os módulos de armazenamento e a memória RAM, condiciona a estratégia de fabrico a nível global. Para os consumidores portugueses que tencionam adquirir equipamentos de topo de gama, esta inflação na linha de montagem significa um inevitável agravamento dos preços de venda ao público, limitando severamente as hipóteses de as marcas conseguirem absorver a diferença nas lojas nacionais.

Travão na guerra de preços dos elétricos

A análise orientada por Liu Gang, diretor adjunto do Centro de Monitorização de Preços, focou-se também no conturbado segmento automóvel. A intensa rivalidade e os sucessivos cortes no valor dos carros a baterias levantaram dúvidas sobre a manutenção de uma concorrência saudável no setor. Lei Jun, fundador da fabricante, reiterou a sua oposição direta às chamadas guerras de preços, preferindo salvaguardar a ordem do mercado com medidas de apoio à indústria, como a garantia de pagamento aos fornecedores num prazo de 60 dias.

Para mitigar o abrandamento económico e estimular as trocas, Pequim aprovou a injeção de cerca de 7,9 mil milhões de euros (62,5 mil milhões de yuans) em obrigações do tesouro destinadas a financiar programas de retoma de bens de consumo, desde telemóveis e eletrodomésticos a viaturas. A implementação destas diretrizes sugere que a era das descidas agressivas nos stands automóveis chineses pode estar a chegar ao fim, uma mudança de paradigma que mais cedo ou mais tarde estabilizará os custos de importação das marcas asiáticas para a Europa.

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