
A estratégia de hardware da Apple para os próximos anos está a passar por uma reestruturação profunda. Segundo avançou o veículo Bloomberg, a tecnológica de Cupertino decidiu cancelar o desenvolvimento das variantes Pro, Max e Ultra do futuro processador M6, optando por concentrar todos os esforços na aceleração da arquitetura M7.
Esta nova geração de componentes, prevista para chegar ao mercado na primeira metade de 2027, trará avanços significativos no coprocessador focado em inteligência artificial (IA). De facto, os planos incluem a utilização do poderoso M7 Ultra como base para um novo produto de servidores da marca, capaz de suportar até 1,5 TB de memória RAM.
A herança do automóvel autónomo
Embora o ambicioso projeto de um veículo autónomo da empresa nunca tenha chegado a avançar comercialmente, o seu desenvolvimento acabou por moldar os atuais chips de alto desempenho da marca. Foi durante as fases iniciais desse programa que a equipa de engenharia compreendeu a necessidade absoluta de processamento local para algoritmos complexos. Dessa necessidade nasceu o Neural Engine.
Esta unidade de processamento neural estreou-se originalmente no iPhone X, integrada no chip A11 Bionic, com o objetivo primordial de gerir tarefas de visão computacional, como o sistema de reconhecimento facial FaceID, os Animoji e recursos de realidade aumentada. Mais tarde, esta base tecnológica transitou para os computadores Mac através dos chips da série M.
O foco no processamento local e privacidade
A aposta pioneira neste componente de hardware permitiu salvaguardar uma das principais bandeiras da empresa: a privacidade dos dados. Ao executar os modelos diretamente no dispositivo, reduz-se a informação que precisa de ser enviada para servidores na nuvem, o que se traduz numa vantagem prática em termos de segurança e soberania de dados para os utilizadores europeus.
Embora o desenvolvimento de ferramentas de software tenha registado algum atraso face à concorrência direta do setor, a infraestrutura física de Cupertino continua a posicionar-se como uma referência. A transição planeada diretamente para a arquitetura M7 reforça esta ambição de liderança no mercado global através do poder de processamento local.












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