
Depois de ter introduzido as baterias de silício-carbono (Si-C) nos seus telemóveis dobráveis mais recentes, a Samsung prepara-se para expandir esta tecnologia à sua principal linha de topos de gama. Segundo avançou o SammyGuru, a empresa sul-coreana está a avaliar ativamente a inclusão destes componentes na futura série Galaxy S27, o que permitirá aumentar a capacidade sem comprometer a espessura dos equipamentos.
Durante anos, a fabricante foi alvo de críticas por manter as baterias estagnadas nos 5.000 mAh, enquanto várias marcas chinesas já adotavam a tecnologia Si-C para atingir capacidades superiores. A mudança de paradigma começou com o recente Galaxy Z Fold 8 Ultra, que integra uma célula de 5.000 mAh — um aumento de quase 14% face à unidade de 4.400 mAh presente no seu antecessor.
Testes avançados, mas sem design finalizado
A informação partilhada pelo analista sul-coreano Lanzuk indica que o projeto já ultrapassou a fase concetual. Atualmente, múltiplos protótipos de baterias de silício-carbono estão a ser avaliados por, pelo menos, um fornecedor da marca. No entanto, o desenho para produção em massa ainda não está fechado.
Esta incerteza significa que decisões cruciais, como a capacidade final e os modelos exatos da linha S27 que receberão a novidade, permanecem em aberto. Existe mesmo a possibilidade de a tecnológica abandonar este plano e regressar às tradicionais baterias de iões de lítio, caso os testes em curso não apresentem os resultados desejados em termos de segurança e eficiência.
Uma abordagem cautelosa face à concorrência
Mesmo que o Galaxy S27 Ultra chegue ao mercado com uma bateria de silício-carbono, os consumidores portugueses não devem esperar um salto dramático na autonomia. Ao contrário de várias fabricantes chinesas, que já ultrapassaram a barreira dos 6.000 mAh nos seus topos de gama, a marca sul-coreana adota uma postura mais conservadora no desenvolvimento de hardware.
A prioridade da empresa passa por garantir um equilíbrio entre a duração diária, a espessura do telemóvel e a fiabilidade a longo prazo. Neste contexto, a integração de uma bateria na casa dos 5.500 mAh apresenta-se como o cenário mais realista para o futuro lançamento.












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