
A Samsung aproveitou o seu mais recente evento Unpacked em Londres para introduzir uma transformação profunda nos seus dispositivos. A gigante sul-coreana oficializou os novos Galaxy Z Fold 8, Z Fold 8 Ultra e Z Flip 8, acompanhados pelo relógio inteligente Galaxy Watch Ultra 2. O grande destaque desta geração reside na estreia de baterias de silício-carbono, assinalando uma das evoluções mais significativas da marca em dez anos no campo dos componentes energéticos.
Embora este avanço permita uma maior densidade sem expandir o espaço físico dos equipamentos, o foco principal da empresa recai na estabilidade do sistema. A fabricante quer assegurar aos consumidores que a fiabilidade é o pilar desta nova arquitetura, distanciando-se em definitivo dos problemas que marcaram o histórico Galaxy Note 7. Para quem utiliza os dobráveis da marca, esta transição promete um equilíbrio otimizado entre autonomia, controlo térmico e espessura.
O desafio da densidade energética
Apesar de o silício-carbono permitir, teoricamente, acumular até dez vezes mais capacidade em espaços reduzidos quando comparado com as tecnologias tradicionais, as baterias da marca apresentam valores mais conservadores do que os de alguns concorrentes diretos. A configuração oficial fixa o Galaxy Z Fold 8 nos 4.800 mAh, a variante Ultra nos 5.000 mAh e o compacto Z Flip 8 nos 4.300 mAh, enquanto o relógio Watch Ultra 2 conta com 800 mAh.

Sunghoon Moon, vice-presidente executivo corporativo e chefe do Mobile R&D Office - Hardware da Samsung Electronics, esclareceu os motivos que levaram a marca a não ultrapassar a fasquia dos 5.000 mAh nesta fase. O executivo apontou que os projetos da empresa exigem ponderações rigorosas para equilibrar a portabilidade, o desempenho geral, a gestão das temperaturas, a capacidade e a longevidade dos componentes. "A bateria de silício-carbono tem prós e contras. A Samsung se submete aos padrões internos mais rígidos em relação à segurança e estabilidade", reforçou.
A herança da segurança e os novos algoritmos
A cautela na expansão da capacidade prende-se diretamente com as lições retiradas de 2016, ano em que as falhas na bateria do Galaxy Note 7 obrigaram a recolhas globais e à interrupção das vendas. Desde esse momento, os processos e métodos de validação de hardware foram totalmente reestruturados. A reatividade do silício-carbono, conhecido pela tendência de estufamento físico mais acelerado, obrigou a uma reformulação interna completa dos elementos químicos para esta estreia.
A marca redesenhou componentes estruturais como o cátodo, o eletrólito e o separador. Adicionalmente, foi desenvolvido um algoritmo específico para manter a reatividade sob controlo sob qualquer cenário de utilização. De acordo com os responsáveis da empresa, todas as propriedades físicas foram alteradas para respeitar a anatomia e as dobras dos novos smartphones. Com testes severos aplicados antes do lançamento, a tecnológica afirma avançar para o mercado com total confiança na resiliência do ecossistema energético.
Disponibilidade no mercado e carregamento
Os novos smartphones trazem ainda melhorias no sistema de carregamento, sendo todos compatíveis com carregadores com fio de até 45 watts. Os modelos Galaxy Z Fold 8 e Z Fold 8 Ultra incluirão este transformador de 45 W diretamente na caixa de venda. Por sua vez, o Galaxy Z Flip 8 será acompanhado por um carregador padrão de 25 W.
Os três dispositivos dobráveis têm o seu lançamento oficial agendado para o dia 6 de agosto no Brasil, mercado onde os preços sugeridos deverão ser anunciados nos próximos dias. Até ao momento, não foram partilhados os detalhes sobre os valores que serão praticados em Portugal ou no resto do mercado europeu.












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