
O célebre emulador RPCS3 recebeu uma atualização significativa que melhora de forma drástica o desempenho e a compatibilidade da emulação de títulos da PlayStation 3 na arquitetura ARM64. Segundo os detalhes avançados pelo VideoCardz, o software passa a correr de forma totalmente nativa nestes ecossistemas, eliminando a dependência de camadas de tradução de x86 para ARM.
A novidade abrange utilizadores de computadores portáteis e desktops equipados com este tipo de hardware, independentemente de utilizarem os sistemas operativos macOS, Windows ou Linux. O avanço representa um marco importante para um projeto de homebrew que nasceu em 2011 e que atualmente já consegue executar com sucesso perto de 75% de todo o catálogo da antiga consola da Sony.
Otimização nativa para chips ARM
Embora o emulador já funcione nativamente nos novos processadores, o ecossistema de software da PlayStation 3 ainda exige um esforço pesado de processamento para ser replicado. Para contornar esta barreira técnica, o programador conhecido como "Whatcookie" redesenhou rotas de código específicas para tirar partido direto das instruções de arquitetura ARM.
Este trabalho de engenharia reduz o esforço exigido à CPU central e traduz-se em ganhos de fluidez nos jogos. O impacto prático destas melhorias será especialmente notório em equipamentos recentes que utilizem chips potentes, como os processadores Qualcomm Snapdragon X Elite em computadores portáteis ou as futuras gerações de computadores da Apple.
Desempenho variável nos primeiros testes
Os resultados práticos da atualização variam de acordo com a exigência gráfica de cada jogo e com a potência do chip utilizado. Em testes realizados num processador Apple M1 de primeira geração, títulos de grande complexidade técnica como Heavenly Sword e Metal Gear Solid IV: Guns of the Patriots ainda se arrastam entre os 5 e os 10 FPS.
A situação altera-se em jogos ligeiramente menos exigentes. Na mesma máquina, Ratchet & Clank: Tools of Destruction consegue atingir picos de 50 FPS em cenários controlados, descendo para a casa dos 20 FPS em secções com maior carga visual. Para quem utiliza computadores em Portugal com chips ARM64, esta otimização significa que títulos anteriormente impossíveis de correr começam agora a dar os primeiros passos rumo à fluidez total.












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