
A Google anunciou no dia 3 de junho de 2026 uma funcionalidade muito aguardada pelos editores digitais: relatórios de desempenho dedicados à IA generativa no Search Console e Discover. A novidade permite aos proprietários de sites isolar as páginas que aparecem nestas experiências, resolvendo uma lacuna de monitorização antiga. Contudo, o novo painel foca-se exclusivamente em impressões, deixando de fora os cliques, as conversões e as métricas de retorno efetivo.
O que revelam as novas métricas de visibilidade
A ferramenta Console contabiliza agora impressões provenientes dos AI Overviews e do AI Mode. As funcionalidades experimentais do Search Labs ficam de fora, enquanto os dados do Discover contam com um painel autónomo.
Os administradores web podem segmentar a informação por página, país, dispositivo e data. O sistema da empresa assume regras restritas para validar uma impressão. Nos AI Overviews, o link tem de ser deslocado ou expandido para a área visível do ecrã. No AI Mode, cada pergunta de seguimento do utilizador gera uma nova pesquisa com impressões adicionais. O método de contagem varia conforme a agregação: a nível da propriedade, dois URLs da mesma origem numa única resposta valem apenas uma impressão, mas na tabela detalhada cada página regista o seu próprio impacto.
Muitos dados críticos continuam ausentes. As consultas exatas, os cliques, a taxa de cliques (CTR), a posição média, os blocos de texto utilizados para sustentar a resposta e a receita gerada não constam da plataforma. O motor de busca indica estar a avaliar junto dos utilizadores quais as métricas futuras a integrar.
Diagnóstico de conteúdo no mercado nacional
O cruzamento da visibilidade orgânica com as impressões generativas cria uma janela de análise crucial. Para quem gere projetos e publicações em Portugal, um artigo muito lido nos resultados normais pode ter zero impacto nos resumos gerados. Esta discrepância não assinala obrigatoriamente uma falha técnica, pois nem todos os tópicos acionam respostas sintéticas, mas obriga a repensar a formatação da informação.
Páginas com respostas diretas no início das secções, tabelas organizadas, definições concisas e dados primários originais destacam-se frequentemente. Quando um site apresenta um desempenho modesto na vertente orgânica mas domina as impressões generativas, revela exatamente a estrutura de blocos de texto que os algoritmos de extração privilegiam.
A chegada destes relatórios serve como ferramenta de diagnóstico e não como um boletim final de tráfego. Agrupar dados de impressões tradicionais com métricas generativas num painel de gestão corporativo resulta numa ilusão estatística, dado que as experiências de clique e navegação divergem em absoluto.
O botão de exclusão de inteligência artificial
O lançamento trouxe ainda um controlo independente para gerir a presença dos domínios. Os programadores podem agora excluir o seu conteúdo especificamente dos AI Overviews, do AI Mode e do Discover generativo, mantendo a indexação intacta nos resultados orgânicos convencionais.
O padrão da plataforma continua a ser a inclusão total. Omitir o conteúdo resulta numa perda imediata de potenciais visitas vindas destas montras em expansão. O relatório agora introduzido oferece uma linha de base vital para perceber o impacto da tecnologia num projeto antes de qualquer decisão drástica de bloqueio.












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