
O serviço de subscrição YouTube Premium está a ficar mais caro no mercado europeu, com novos aumentos de preço que rondam os 15%. A subida afeta a modalidade Individual, que passa de 13,99 para 15,99 euros por mês (um aumento de 14,3%), enquanto o plano Familiar sofre um agravamento de 15,4%, saltando dos 25,99 para os 29,99 euros mensais. Segundo a informação prestada pela Google através de notificações enviadas aos utilizadores, os novos valores começam a refletir-se nas faturas a partir do mês de outubro.
A política oficial determina que os clientes existentes sejam notificados com uma antecedência mínima de 30 dias. Desta forma, a transição para a nova tarifa ocorre no primeiro ciclo de faturação que se inicie após esse período de aviso, como sucede com faturas agendadas a partir de 16 de outubro. A gigante tecnológica justifica estes ajustamentos tarifários com fatores do mercado local, incluindo flutuações económicas, inflação e alterações fiscais.
Subida de preços traduz-se em até 48 euros adicionais por ano
Na prática, o impacto financeiro para os subscritores é significativo quando contabilizado anualmente. No caso do plano Individual, a mensalidade renovada representa uma transição dos anteriores 167,88 euros anuais para um custo total de 191,88 euros, o que se traduz num acréscimo de 24 euros por ano.
A diferença é ainda maior na subscrição Familiar. Quem mantinha este pacote a 25,99 euros por mês pagava 311,88 euros anuais, valor que agora escala para os 359,88 euros anuais com a tarifa de 29,99 euros mensais. Trata-se de uma despesa adicional de 48 euros por ano para aceder exatamente aos mesmos recursos e funcionalidades do serviço.
A modalidade Familiar continua a permitir a partilha do acesso entre o administrador e até cinco membros adicionais, perfazendo um limite máximo de seis pessoas. Contudo, a empresa liderada pela Google exige que todos os membros pertençam ao mesmo grupo familiar e residam no mesmo domicílio, realizando verificações eletrónicas periódicas a cada 30 dias para validar o cumprimento desta regra. Cada conta mantém as suas recomendações, histórico de visualização e biblioteca pessoal de forma totalmente independente.
Aumento acumulado atinge os 66% num intervalo de dois anos
O encarecimento das assinaturas ganha maior relevância quando comparado com o histórico recente das tarifas. Antes da revisão aplicada no final de 2024, o plano Individual custava 11,99 euros por mês e o Familiar fixava-se nos 17,99 euros. Com os ajustamentos sucessivos efetuados em dois anos, a modalidade Individual acumulou uma subida de 33,4% (passando de 11,99 para 15,99 euros), enquanto a modalidade Familiar registou um aumento acumulado de 66,7%, somando 12 euros adicionais por mês à mensalidade inicial.
Apesar da subida de preços, a plataforma de vídeo não apresentou novas funcionalidades para justificar os valores cobrados. A empresa mantém os benefícios habituais da subscrição: visualização de conteúdos sem anúncios, descargas para reprodução offline, reprodução em segundo plano no telemóvel e acesso integral ao YouTube Music Premium. O argumento oficial foca-se na necessidade de continuar a investir na melhoria contínua do serviço e no apoio direto a criadores de conteúdo e artistas.







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