
Investigadores do Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, desenvolveram um novo sistema de inteligência artificial denominado Brain-IT, capaz de gerar imagens diretamente a partir de dados registados da atividade cerebral de uma pessoa através de ressonância magnética funcional (fMRI).
Embora o mercado tecnológico atual seja dominado por modelos versáteis na geração de texto e código, como o GPT-6 Astra da OpenAI, o Claude Opus 5.5 ou o Gemini 4 Argon, o Brain-IT apresenta uma aplicação focada exclusivamente na investigação neurocientífica. O sistema opera de forma totalmente independente de instruções por texto ou pistas de áudio.
Como o sistema interpreta a mente
O Brain-IT funciona aprendendo a relacionar características visuais, como formas e estruturas específicas, com os padrões de atividade cerebral do indivíduo. Durante as experiências, os participantes visualizavam uma imagem e a inteligência artificial conseguia recriar uma versão visual semelhante àquilo que estava a ser processado no cérebro do paciente.
De acordo com os cientistas do projeto, o modelo precisa de ser treinado individualmente para cada pessoa. No entanto, o processo revelou-se notavelmente rápido, exigindo apenas cerca de uma hora de calibração por indivíduo para começar a produzir resultados válidos.
Maior eficiência com menos dados
Os dados detalhados na página oficial do Instituto Weizmann indicam que o estudo analisou 128 regiões cerebrais distintas associadas ao processo visual. No total, a equipa processou cerca de 40.000 voxels (píxeis tridimensionais de volume cerebral) e cruzou-os com 73.000 pares de imagens. O sistema demonstrou ser capaz de produzir imagens reconhecíveis mesmo após testes de avaliação com apenas 15 minutos.
Apesar de ainda não ser capaz de realizar o processamento em tempo real, e de as imagens geradas não serem réplicas exatas da visualização original, a tecnologia representa um avanço claro. Segundo os detalhes avançados pelo Notebookcheck, a grande vantagem do Brain-IT face a experiências anteriores semelhantes reside na sua capacidade de atingir resultados com maior precisão e rapidez, exigindo um volume consideravelmente menor de dados cerebrais.







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